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Alimentos e conta de luz voltam a pesar no orçamento dos brasileiros, aponta IBGE

IPCA-15 de junho aponta alta de energia elétrica e de alimentos, pressionando o custo de vida; café moído e gasolina recuam, atenuando a inflação

Prévia da inflação medida pelo IPCA-15 teve alta de 0,41%. No acumulado de 12 meses, já estoura o teto da meta. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • O IPCA-15 de junho ficou em 0,41%, com Alimentação e Bebidas e Habitação respondendo por cerca de dois terços do índice.
  • A energia elétrica residencial subiu 2,04%, com impacto maior na inflação devido à bandeira tarifária amarela e reajustes regionais.
  • No supermercado, itens básicos tiveram altas expressivas: batata-inglesa 29,42%, tomate 17,27%, feijão-carioca 14,29% e cebola 9,54%.
  • No primeiro semestre, tomate, cenoura e batata-inglesa tiveram altas acima de cem por cento, puxando a inflação.
  • Em 2026, o IPCA-15 acumula 3,45%; nos últimos 12 meses, a inflação é de 4,80%; Brasília registrou a maior inflação mensal (0,93%).

A inflação de junho ganhou fôlego novamente, puxada pela energia elétrica e pelos preços de alimentos básicos, de acordo com a prévia do IPCA-15 apresentada pelo IBGE nesta quarta-feira (25). O índice subiu 0,41% no mês, com Alimentação e Bebidas e Habitação respondendo por cerca de dois terços do resultado.

Entre os maiores contribuintes, a energia elétrica residencial avançou 2,04%, refletindo a cobrança da bandeira amarela e reajustes regionais. No mês, esse item foi o principal impacto individual sobre a inflação de junho.

No varejo, itens básicos registraram altas expressivas: batata-inglesa avançou 29,42%, tomate 17,27%, feijão carioca 14,29% e cebola 9,54%. Esses valores ajudaram a pressionar o custo de vida para o conjunto de famílias.

Desempenho do semestre e panorama anual

No acumulado do primeiro semestre, tomate, cenoura e batata-inglesa registraram altas acima de 100%, com altas de 103,84%, 103,10% e 100,20%, respectivamente. O período mostra inflação de alimentação persistente.

Outros itens também encareceram o dia a dia, como passagens aéreas (7,24%) e higiene pessoal (1,03%). Valores de consumo variaram entre setores, mantendo a inflação química do mês.

Por outro lado, houve alívio em alguns produtos: café moído recuou 3,69%, frutas caíram 0,96% e combustíveis tiveram queda de 1,22%. Esses recuos ajudaram a atenuar parte da pressão.

Desempenho regional e impactos locais

No acumulado de 2026, o IPCA-15 registra alta de 3,45%. Em 12 meses, a inflação chegou a 4,80%, acima do teto da meta de 4,5%. Isso sinaliza custo de vida ainda elevado frente ao período anterior.

Brasília teve a inflação mensal mais alta, 0,93%, influenciada por passagens aéreas e gasolina. Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador apresentaram os menores resultados, em torno de 0,28%.

Destaques por cidade

Em Curitiba, alívios vieram de reduções em emplacamento/licenciamento de veículos e de gasolina. Em Salvador, quedas de café moído e gasolina ajudaram a conter o índice. No Rio de Janeiro, reduções em hospedagem e seguro de veículos contribuíram para o menor desempenho regional.

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