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ANCORD diz que IPCA-15 ainda não permite comemoração

IPCA-15 de junho sobe 0,41% e fica aquém do esperado, sinalizando desinflação gradual e maior expectativa de cortes na Selic, com pressão persistente de alimentos e energia

Imagem: Magnific
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  • IPCA-15 de junho subiu 0,41%, abaixo das expectativas, com melhora nos núcleos e nos serviços subjacentes.
  • O resultado reforça o cenário de desinflação gradual e aumenta a expectativa de cortes na taxa Selic.
  • O IPCA-15 acumulou alta de 4,8% em 12 meses, ainda acima do teto da meta.
  • Alimentos e energia elétrica continuam pressionando os índices de preços, exigindo cautela do Banco Central.
  • O mercado aguarda declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre os próximos passos da política monetária.

O IPCA-15 de junho subiu 0,41%, menor que o esperado, segundo divulgação nesta quinta-feira. O indicador apresentou melhora nos núcleos e nos serviços subjacentes, reforçando a perspectiva de desinflação gradual.

Apesar da desaceleração, o IPCA-15 acumula alta de 4,8% em 12 meses, ainda acima do teto da meta. Alimentos e energia elétrica continuam pressionando o índice e exigem cautela do Banco Central.

A leitura recente aponta para uma trajetória de ajuste gradual dos preços, com sinais de menor impulso nos componentes mais persistentes. Analysts veem espaço para cortes na Selic, condicionados à evolução da inflação e do cenário externo.

Ancord e a leitura dos núcleos

Pablo Spyer, conselheiro da ANCORD, afirma que a desaceleração dos núcleos é positiva e pode sustentar cortes adicionais na Selic, dependendo das expectativas de inflação e do ambiente internacional. A leitura menos forte também influenciou a curva de juros futuros.

Expectativas para o BC

Mesmo com o resultado favorável, o mercado destaca cautela. O Banco Central ainda observa pressões em alimentos e energia e permanece atento ao desempenho da inflação nos próximos meses. A atuação dependerá da evolução dos dados.

Próximos passos

Investidores aguardam as declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, para indicar os próximos passos da política monetária. A comunicação buscada é sobre a premissa de novos movimentos de redução da taxa Selic caso haja continuidade da desinflação.

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