- No cenário-base, a probabilidade de a inflação superar o teto de 4,50% em abril de 2027 é de 38%.
- Em choque de maior aquecimento da demanda, essa probabilidade sobe para 52%.
- Com choque externo de custos, a probabilidade atinge 76%.
- O principal efeito dos choques é ampliar os riscos na cauda superior, aumentando cenários de inflação elevada.
- Em relação à atividade, a probabilidade de crescimento nulo em março de 2027 é de 11% no cenário-base; sob estresses, fica 31% e 26%, respectivamente.
O Banco Central divulgou o Relatório de Política Monetária (RPM), com análise de riscos para inflação e atividade no Brasil. Choques associados ao aquecimento da demanda e à inflação importada podem elevar a probabilidade de inflação futura mais alta. Deterioraçõe s nas condições financeiras e na curva de juros aumentam significativamente os riscos de recessão ou baixo crescimento.
No box do RPM, o BC utilizou regressões para mensurar os riscos. No cenário-base, a probabilidade de a inflação superar o teto de 4,50% em abril de 2027 é estimada em 38%.
Em cenário de estresse com maior aquecimento da demanda, essa probabilidade sobe para 52%. Quando há choque externo de custos, o índice chega a 76%.
Sobre o desempenho da atividade, o cenário-base aponta 11% de chance de crescimento nulo em março de 2027. Nos dois cenários de estresse, a probabilidade de crescimento nulo passa a 31% e 26%, respectivamente.
Segundo o BC, choques financeiros e alterações na curva de juros têm efeito limitado sobre a média do crescimento, mas elevam consideravelmente a probabilidade de cenários de cauda com inflação elevada ou recessão.
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