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Geração Z: maioria dos jovens é informal e troca de emprego em até um ano

Geração Z enfrenta alta rotatividade: 52% dos adolescentes ficam menos de um ano no mesmo emprego; 12% não passam de um mês, mesmo com mais vagas formais

Segundo diagnóstico, 57,8% dos jovens ocupados têm vínculo formal
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  • Trinta e dois milhões e novecentos mil pessoas têm entre 14 e 24 anos no Brasil, sendo treze milhões e novecentos mil ocupadas.
  • Cinquenta e dois por cento dos adolescentes ocupados ficam menos de um ano no mesmo emprego; doze por cento ficam menos de um mês.
  • Quinze? Não: cinquenta e sete vírgula oito por cento dos jovens ocupados têm vínculo formal.
  • O desemprego entre dezoito a vinte e quatro anos é de treze vírgula oito por cento; entre catorze a dezessete anos, é de vinte e cinco vírgula um por cento; somam dois milhões e setecentos mil jovens de dezoito a vinte e quatro anos desempregados.
  • As vagas concentram-se em comércio e serviços, com oitenta e quatro por cento em funções generalistas; a informalidade continua alta entre adolescentes, em setenta e dois vírgula oito por cento.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou um diagnóstico sobre a geração Z no mercado de trabalho brasileiro. O estudo aponta que a maioria dos jovens empregados troca de emprego com frequência e que a permanência em uma mesma função costuma ser curta, especialmente entre adolescentes.

Segundo o diagnóstico, o Brasil tem 32,9 milhões de pessoas entre 14 e 24 anos, o que corresponde a 15,4% da população. Desse total, 13,9 milhões estão ocupadas, sendo 12,5 milhões entre 18 e 24 anos e 1,4 milhão entre 14 e 17. Outras 6,2 milhões (18,7%) estão fora da escola e do trabalho.

A maior parte dos jovens ocupados atua em vínculos formais (57,8%), segundo a RAIS 2025. Ainda assim, a informalidade permanece elevada entre adolescentes ocupados (72,8%). A nova análise aponta avanços na escolarização, com 73% possuindo ao menos o ensino médio.

No entanto, a taxa de desemprego entre jovens continua alta: 13,8% para 18 a 24 anos e 25,1% para adolescentes de 14 a 17. Em números absolutos, são 2,7 milhões de jovens de 18 a 24 e 586 mil adolescentes desempregados. O total de jovens ocupados avançou frente ao período pré-pandemia.

A permanência no emprego é o principal gargalo: 52% dos adolescentes ficam menos de um ano no mesmo emprego; 12% ficam menos de um mês. Entre 18 a 24 anos, 38,2% mudam de emprego em menos de um ano, contra 25,3% na faixa de 25 a 29.

O levantamento mostra perfil de ocupação predominantemente generalista: 11,6 milhões (84%) atuam sem exigência de formação específica, e 7,8 milhões recebem até 1,5 salário mínimo. Vagas se concentram em comércio e serviços, com destaque para balconistas/vendedores e escriturários gerais.

Em relação às pontes entre escola e trabalho, o país tinha 708 mil aprendizes em março de 2026, com 53% de meninas. Apenas 4.303 aprendizes eram pessoas com deficiência. A aprendizagem está concentrada no Sudeste e no Sul, com São Paulo somando quase 196 mil.

O estágio, por sua vez, envolve 1,77 milhão de pessoas em abril de 2026, sendo 86% não obrigatório. Ainda assim, 35% dos casos (cerca de 628 mil) não tinham a ocupação informada no registro.

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