- O IPCA-15 subiu 0,41% em junho; acumulou alta de 4,80% nos últimos 12 meses e 3,45% no primeiro semestre.
- O resultado ficou levemente abaixo do esperado pelo mercado, que apontava alta de 0,44%.
- Alimentação e bebidas teve a maior pressão, em 0,74%, seguida de habitação, em 0,72%; juntos, cerca de dois terços da inflação do mês.
- Na alimentação, alimentação no domicílio ficou em 0,87%; itens como batata-inglesa, tomate, feijão-carioca e cebola tiveram altas expressivas, enquanto café moído caiu.
- Região de Brasília teve a inflação mais alta (0,93%), enquanto Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador registraram 0,28%, com impactos de gasolina, passagens aéreas e outros itens.
O IPCA-15, prévia oficial da inflação, subiu 0,41% em junho, segundo o IBGE. O resultado desacelerou frente a maio, quando o índice ficou em 0,62%.
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 teve alta de 4,80%. No primeiro semestre, o avanço é de 3,45%. Em junho de 2025, a variação foi de 0,26%.
O resultado ficou levemente abaixo das expectativas do mercado, que apontavam alta de 0,44% para o mês.
Desempenho por grupo
Entre os nove grupos, alimentação e bebidas teve o maior impacto, com alta de 0,74% e contribuição de 0,16 p.p. Habitação avançou 0,72% (0,11 p.p.).
No grupo alimentação, a alimentação no domicílio desacelerou para 0,87% em junho, ante 1,73% em maio. Destaques positivos: batata-inglesa (29,42%), tomate (17,27%), feijão-carioca (14,29%) e cebola (9,54%).
Alguns itens alimentares acumulam altas expressivas no semestre, com tomate, cenoura e batata-inglesa registrando valor acima de 100% de variação.
A inflação do grupo habitação foi pressionada pela energia elétrica residencial, com alta de 2,04% e maior contribuição individual ao índice (0,08 p.p.). Tarifas e bandeiras tarifárias ajudam a sustentar esse movimento.
O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 0,47%, com artigos de higiene em alta de 1,03% e reajustes de planos de saúde incorporados aos preços.
O grupo transportes recuou 0,03%, ajudando a conter o índice. Combustíveis ficaram 1,22% mais baratos, com etanol -5,30%, gasolina -0,73% e diesel -1,47%. Passagens aéreas avançaram 7,24%.
Desempenho regional
Brasília teve a maior inflação regional, 0,93%, influenciada por passagens aéreas e gasolina. Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador registraram 0,28% de alta, com queda de itens como hospedagem, gasolina e café moído.
Entre na conversa da comunidade