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Inflação dos pobres é o dobro da dos ricos em maio

Inflação entre as famílias de renda muito baixa sobe 0,83% em maio, mais que o dobro da das mais ricas (0,38%), puxada por alimentação e energia elétrica

Alimentos à venda em supermercado em São Paulo
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  • Inflação de famílias com renda muito baixa ficou em 0,83% em maio, mais que o dobro da observada entre as mais ricas, 0,38%.
  • O Ipea aponta que o IPCA total para seis faixas de renda foi puxado pela alimentação no domicílio (1,65%) e pela conta de luz (3,67%).
  • Em abril, a renda muito baixa registrou 0,92% e a renda alta, 0,24%; em maio, apenas a faixa de renda alta acelerou.
  • O IPCA geral subiu 0,58% em maio, sendo a alimentação o item mais pressionado (alta de 2,27% no mês).
  • A inflação atinge mais os mais pobres por terem orçamento menor, mas houve alívios com queda de diesel (-2,34%), gasolina (-1,46%) e desaceleração de preços farmacêuticos (0,35%).

A inflação das famílias com renda muito baixa atingiu 0,83% em maio, segundo o Ipea. O peso maior fica com alimentação consumida em casa e com a conta de luz, que subiram, respectivamente, 1,65% e 3,67%. O resultado mostra disparidade entre faixas de renda.

Entre os mais pobres, a alta de preços é significativamente maior do que entre os mais ricos, cuja inflação foi de 0,38% em maio. Em abril, a diferença era ainda maior, com 0,92% para a renda muito baixa e 0,24% para a renda alta. Mantém-se o padrão de disparidade.

O Ipea avalia que o índice foi impulsionado pela alta da comida no domicílio e pela energia elétrica. A cesta de consumo de cada faixa é ajustada conforme o poder de compra, o que explica a diferença entre os grupos.

A inflação geral do IPCA foi de 0,58% em maio, menor que abril (0,67%), mas ainda acima de metas. A alimentação registrou o incremento mais intenso do mês, seguido pela energia elétrica, cuja alta pesou principalmente para as famílias de menor renda.

O recuo no preço de alguns combustíveis em maio contribuiu para suavizar a inflação global. O diesel caiu 2,34% e a gasolina caiu 1,46% no mês, ajudando a conter pressões sobre itens de consumo de todas as faixas.

Segundo o Ipea, também houve freno nos preços de produtos farmacêuticos, que subiram 0,35% em maio, frente a 1,77% em abril. A combinação dessas variações explica o comportamento heterogêneo entre as faixas de renda.

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