- Em 2024, o Brasil tinha 10,6 milhões de empresas e organizações, alta de 5,8% em relação a 2023; o pessoal assalariado somou 54,2 milhões e o salário médio mensal ficou em R$ 3.932,45.
- Entre 2022 e 2024, o número de empresas cresceu 12,5%, saindo de 9,4 milhões para 10,6 milhões, um ganho de cerca de 1,2 milhão de entidades, com maior parte do aumento nas áreas de saúde e serviços sociais, atividades profissionais e comércio.
- Empresas com 250 pessoas ou mais representam 44,4% do total de unidades, 55,7% do pessoal assalariado e 69,0% da massa salarial.
- A região Sudeste concentrou a maior parte das empresas, do pessoal ocupado total e da massa salarial, respondendo por 33,3 milhões de pessoas e R$ 1,5 trilhão; foi a região com maior salário médio.
- Em 2024, o salário médio foi maior entre homens (R$ 4.206,00) do que entre mulheres (R$ 3.608,04; 16% de diferença); 23,6% dos trabalhadores tinham nível superior, com salário médio de R$ 7.776,59, enquanto 76,4% sem superior recebiam em média R$ 2.742,41.
Em 2024, o Brasil registrou alta no número de empresas e organizações, alcançando 10,6 milhões, ante 10,0 milhões em 2023. O crescimento total ficou em 5,8%. O total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 54,2 milhões, 3,0% a mais que 2023. O salário médio mensal ficou estável, em R$ 3.932,45.
O IBGE aponta que 3,0 milhões das empresas possuem pelo menos um empregado assalariado, respondendo por 68,0 milhões de pessoas em todo o país. O saldo de remunerações somou R$ 2,8 trilhões em 2024.
O Sudeste concentrou a maior parte tanto das empresas quanto do pessoal ocupado e dos salários. A região respondeu por 49,0% do total de trabalhadores e 52,3% da massa salarial, equivalente a cerca de R$ 1,5 trilhão.
As empresas com 250 funcionários ou mais foram responsáveis por 44,4% do pessoal ocupado total, 55,7% do pessoal assalariado e 69,0% da massa salarial. Entidades de pequeno porte aparecem com salários menores, conforme o estudo.
O salário médio dos homens ficou em R$ 4.206,00, enquanto o das mulheres foi de R$ 3.608,04, refletindo uma diferença de 16%. A participação feminina entre o total de assalariados foi de 54,2%.
Sobre escolaridade, 76,4% do pessoal ocupado assalariado não tinha nível superior em 2024. Entre quem tinha grau superior, o salário médio foi de R$ 7.776,59, quase o triplo do rendimento de quem não possuía diploma, R$ 2.742,41.
Entre as entidades, a administração pública pagou os maiores salários médios, tanto para homens (R$ 6.058,19) quanto para mulheres (R$ 4.967,51). Entidades empresariais pagaram, respectivamente, R$ 3.838,67 e R$ 2.996,79.
Na distribuição regional, o Sudeste concentrou 51,4% das unidades locais e 48,2% do pessoal assalariado, além de liderar a massa salarial. O Sul ficou em segundo em participação de empregos e pagamentos, seguido por Nordeste, Centro-Oeste e Norte.
Entre as atividades, Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas liderou em número de empresas e de pessoal ocupado, enquanto Administração pública, defesa e seguridade social liderou em massa salarial. Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais apresentaram os salários médios mais altos (R$ 9.678,61).
A análise por faixa de tamanho de empresa mostra que 93,4% das organizações tinham 0 a 9 empregados, mas apenas esse grupo não concentra a maior parte dos pagamentos. Empresas com 250+ pessoas pagaram o dobro do salário médio das menores, ficando em R$ 4.913,27.
Os dados são da Pesquisa CEMPRE 2024, divulgados pelo IBGE, que consolida informações cadastrais e econômicas de empresas inscritas no CNPJ. O levantamento não considera microempreendedores individuais.
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