- O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,5% ao ano para 14,25%, conforme ata da reunião da semana anterior.
- O comunicado não explicou claramente as projeções de inflação que embasaram o corte, mencionando trajeto para a inflação convergir ao centro da meta no primeiro semestre de 2028, sem detalhar as projeções usadas.
- O “horizonte relevante” para a decisão ia até o quarto trimestre de 2027, com inflação estimada em 3,7% nesse período, o que divergiu do padrão e gerou dúvidas sobre o caminho dos cortes.
- No dia seguinte, as curvas de juros ajustaram-se após a reação inicial, com as taxas de curto prazo caindo e as de longo prazo subindo, enquanto o dólar permaneceu em alta.
- Analistas continuam céticos quanto à continuidade dos cortes, com a possibilidade de suspensão adiando de junho para agosto e juros reais próximos de 10% ao ano por mais tempo.
Na ata da reunião do Copom, o Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,5% ao ano para 14,25%. A decisão ocorreu após a reunião realizada na semana anterior, com publicação oficial na terça-feira, 23 de junho de 2026. O comunicado e a ata destacaram projeções de inflação no longo prazo, sem detalhar as métricas usadas para a queda prevista.
O colegiado, composto pelos diretores do BC, apontou piora do cenário inflacionário, mantendo um tom conservador. O mercado reagiu com dúvidas, após notar divergência entre o aperto monetário anunciado e a leitura de que a inflação convergiria ao centro da meta no primeiro trimestre de 2028.
Foi informado que o horizonte relevante para a decisão ia até o quarto trimestre de 2027, com inflação projetada em 3,7% nesse período. Mesmo assim, a leitura do mercado não ficou pacífica, pois o Focus indica inflação acima de 3,5% em 2028.
Horizonte de decisão e projeções
O Copom explicou que as projeções para a inflação dependeram de cenários que não foram detalhados publicamente. O comunicado não revelou quais números embasaram a expectativa de queda para 3% no início de 2028, gerando incerteza entre os participantes.
Desenlace nos mercados
No dia seguinte, 24 de junho, as taxas de juros passaram por ajustes. As curvas recuaram diante da alta inicial do dólar e de perspectivas de menor fôlego para novos cortes. A leitura geral aponta que o ciclo de cortes pode ter sido adiado, não encerrado, para agosto.
Fluxo de operações e interpretações
Analistas destacam que ajustes de posições são comuns ao redor de decisões do Copom. A manutenção de uma taxa real elevada, próxima de 10% ao ano, passa a constar entre as possibilidades para o cenário de médio prazo, mantendo pressão sobre a política monetária.
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