- A Micron anunciou US$ 22 bilhões em compromissos de clientes para garantir fornecimento de chips de memória, provenientes de 16 acordos estratégicos com take-or-pay, depósitos e preços mínimos.
- As expectativas indicam que a demanda impulsionada pela IA pode persistir além de 2027, com condições de oferta restritas.
- O terceiro trimestre apresentou receita de US$ 41,46 bilhões e lucro ajustado por ação de US$ 25,11, acima das previsões de US$ 35,85 bilhões e US$ 20,78, respectivamente.
- Para o quarto trimestre, a Micron projeta lucro ajustado por ação de US$ 31 (variação de ±US$ 1), ante estimativa de US$ 25,84.
- As ações da Micron subiram cerca de 12% após o fechamento do mercado, refletindo o desempenho acima das expectativas.
A Micron Technology comunicou na quarta-feira (24) resultados trimestrais bem acima das expectativas e anunciou compromissos de compra de US$ 22 bilhões para garantir o fornecimento de chips de memória. O movimento fez suas ações valorizarem cerca de 12% após o fechamento do pregão.
A empresa, única fabricante sediada nos EUA de memória utilizada em conjunto com IA, destacou que a demanda supera sua capacidade de produção. A escassez, impulsionada pela adoção de IA em data centers, tem levado clientes a financiar a expansão de capacidade.
Garantias de fornecimento e modelo de negócio
O anúncio mostrou 16 acordos estratégicos com clientes, com mecanismos take-or-pay, depósitos em dinheiro e preços mínimos. Segundo a Micron, as obrigações de desempenho remanescentes somam cerca de US$ 100 bilhões em receita futura contratada.
A fabricante também sinalizou mudanças no modelo de negócios para reduzir a volatilidade da demanda, investindo para ampliar infraestrutura e manter margens. A gestão planeja elevar o retorno sobre o capital investido.
Desempenho do trimestre e projeções
No terceiro trimestre, a receita atingiu US$ 41,46 bilhões, acima da projeção de US$ 35,85 bilhões. O lucro ajustado por ação ficou em US$ 25,11, frente à expectativa de US$ 20,78.
Para o quarto trimestre, a Micron projeta lucro ajustado por ação de US$ 31, com margem de erro de US$ 1, frente às previsões de US$ 25,84 por ação. A operação prevê investimentos de capital em torno de US$ 10 bilhões.
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