- Grandes empresas estão restringindo ou proibindo o uso de ferramentas públicas de IA generativa para proteger dados confidenciais, propriedade intelectual e cumprir normas.
- O principal risco vem do que o funcionário digita na IA, como documentos, códigos e contratos, que podem ser dados estratégicos da empresa.
- Exemplos incluem Samsung e Apple, que adotaram regras mais rígidas devido a informações de código e produtos em desenvolvimento.
- Questões de conformidade com a LGPD e a confiabilidade das respostas também levam organizações a evitar envio de dados sensíveis para serviços externos de IA.
- Em vez de abandonar a IA, muitas companhias criam plataformas internas ou utilizam versões corporativas com controles de segurança; o foco é governança de dados e uso responsável.
Empresas estão restringindo o uso de ferramentas públicas de IA generativa dentro do ambiente de trabalho como forma de reduzir riscos ligados a dados confidenciais, propriedade intelectual e conformidade regulatória. A tendência ocorre mesmo com o crescimento do investimento na tecnologia.
O movimento visa evitar que conteúdos sensíveis sejam inseridos em plataformas externas. Entre as empresas que adotaram regras mais rígidas estão Apple, Samsung, Amazon e JPMorgan Chase, segundo relatos de mercado. A preocupação envolve tratamento de informações inseridas pelos usuários e impactos sobre ativos da companhia.
Por que as restrições surgem
Ao usar IA generativa, profissionais costumam copiar documentos, códigos, contratos e apresentações para obter resumos ou sugestões. Conteúdos assim podem revelar dados estratégicos. Exemplos já ocorreram: a Samsung freou o uso após um engenheiro digitar código-fonte confidencial.
Propriedade intelectual e LGPD
Informações sobre algoritmos, pesquisas e estratégias de negócio podem circular por plataformas externas. Mesmo com opções de desativar histórico, muitas organizações preferem políticas internas que proíbem enviar dados estratégicos para serviços públicos de IA. Bancos e instituições financeiras limitam o uso para reduzir riscos regulatórios.
Como vão operar as empresas
Poucas companhias abandonaram a IA. Muitas criam plataformas próprias ou contratam versões corporativas com controles mais rígidos, gestão de usuários e políticas de proteção de dados. Goldman Sachs restringe versões públicas, mas utiliza IA em desenvolvimento de software internamente.
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