- A chance de a inflação furar o teto da meta em 2026 subiu de 30% para 79%, segundo o Relatório de Política Monetária do segundo trimestre.
- A estimativa de alta acumulada do IPCA neste ano passou de 3,9% para 5,2%, acima da margem de tolerância da meta.
- O CMN fixou a meta central de 3% para este ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
- Se a inflação superar a banda por seis meses seguidos, o BC deve se justificar e apresentar um prazo para devolver a inflação à meta.
- O IPCA acumula alta de 4,72% nos últimos 12 meses, o maior desde setembro do ano passado, marcando o primeiro estouro do teto desde outubro.
O Banco Central elevou a probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta em 2026. A estimativa de alta acumulada do IPCA passou de 3,9% para 5,2%, segundo o Relatório de Política Monetária do segundo trimestre. Se confirmada, ficará acima da margem de tolerância.
O CMN definiu a meta de inflação para este ano em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, variando entre 1,5% e 4,5%. Caso a banda seja superada por seis meses consecutivos, o BC deve justificar a situação e apresentar um prazo para devolução da inflação à meta.
O teto da meta já foi ultrapassado na inflação de um mês recente. O IPCA acumula alta de 4,72% nos últimos 12 meses, o maior nível desde setembro do ano anterior (5,17%). Este é o primeiro furo do teto desde outubro do ano passado.
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