- O BC projeta IPCA em 5,2% para 2026 e 3,1% para os 12 meses até o quarto trimestre de 2028, no cenário de referência.
- Para 2026, a probabilidade de o IPCA ficar acima do teto da meta é de 79%, enquanto a chance de ficar abaixo do piso é 0%.
- Para 2027, há 28% de chance de o IPCA ficar acima do teto e 6% de ficar abaixo do piso.
- Em 2028, as probabilidades são 16% acima do teto e 12% abaixo do piso da meta.
- A meta de inflação é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, e o sistema considera descumprimento apenas quando a inflação fica seis meses fora do intervalo.
A probabilidade de o IPCA terminar 2026 acima do teto da meta é de 79%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) de junho do Banco Central (BC). Já não há expectativa de ficar abaixo do piso da meta, que é 0%.
O BC também apresenta cenários para 2027 e 2028. Em 2027, a chance de o IPCA superar o teto é de 28%, enquanto a probabilidade de ficar abaixo do piso é de 6%. Em 2028, são 16% acima e 12% abaixo.
Metas e metodologia
A meta de inflação continua em 3%, com intervalo de tolerância de ±1,5 ponto percentual. O RPM esclarece que o sistema é de meta contínua, e o descumprimento ocorre quando a inflação fica seis meses fora do intervalo.
O BC projeta IPCA de 3,1% no acumulado de 12 meses até o quarto trimestre de 2028. O horizonte de política monetária relevante é o quarto trimestre de 2027.
Variações e fatores
Para 2026, a inflação prevista é de 5,2%. Em março, a estimativa no cenário de referência para 2026 era de 3,9%. Em 2027, a projeção passou de 3,3% para 3,7%. Em 2028, a previsão inicial era de 2027 em 3,3% para 3,1%.
Entre os motivos para o aumento da projeção de 2027 estão a surpresa na realização do IPCA, maior hiato do produto, elevação dos preços de petróleo e derivados e a intensificação das expectativas de inflação.
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