Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Rabobank prevê queda de 8,2% nas vendas de adubos em 2026 por inadimplência

Rabobank projeta queda de 8,2% nas vendas de adubos no Brasil em 2026, para 45,1 milhões de toneladas, devido a endividamento recorde de produtores

Um trabalhador rural carrega fertilizante em um trator antes de espalhá-lo em um campo de soja, perto de Brasília (DF)
0:00
Carregando...
0:00
  • Rabobank estima queda de 8,2% nas vendas de adubos no Brasil em 2026, para 45,1 milhões de toneladas.
  • A retração é atribuída a endividamento elevado e custos, com inadimplência recorde no agronegócio (13,3% dos volumes emprestados, abril).
  • A guerra no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz contribuíram para alta de preços e menor demanda por fertilizantes.
  • Os preços da ureia voltaram a patamares próximos ao pré-conflito; o fosfato monoamônio (MAP) se manteve em patamar mais alto.
  • Exportações de milho devem recuar para 39 milhões de toneladas em 2026, apoiadas pela valorização do real e custos de frete, enquanto a demanda interna sobe para 97 milhões de toneladas.

O Rabobank revisou suas perspectivas para o mercado de fertilizantes no Brasil em 2026, com queda de 8,2% nas vendas aos produtores. O recuo leva o volume a 45,1 milhões de toneladas, menor desde 2022, conforme relatório divulgado nesta quarta-feira.

Segundo o banco holandês, a combinação de inadimplência recorde de agricultores e altos custos de insumos pesa sobre a demanda. A projeção anterior, feita em abril, esperava 47,2 milhões de toneladas, ajustando as estimativas pela guerra no Irã e pela elevação dos preços do petróleo.

A inadimplência no setor agropecuário é apontada como fator crítico. Dados do Banco Central indicam que, em abril, 13,3% dos volumes emprestados estavam com juros de mercado, sinalizando dificuldades financeiras entre produtores. Mesmo com ajustes nos preços da ureia, a demanda permanece pressionada.

O Rabobank também destacou o sentido de trajetória dos preços. A ureia registrou comportamento parecido com 2022, com pico em poucas semanas e retorno a patamar anterior em seguida. Já o fosfato monoamônico MAP atua em patamar mais elevado, segundo o relatório.

Exportações de milho em queda

O banco estima queda de 3 milhões de toneladas nas exportações de milho do Brasil em 2026, para 39 milhões de toneladas, ante 42 milhões em 2025. A valorização do real frente ao dólar e custos de frete ajudam a reduzir a competitividade externa.

A instituição aponta fatores como competição com EUA e Argentina e uma logística de transporte que impacta os embarques. Mesmo assim, a demanda interna deve crescer, com alta de 5% para 97 milhões de toneladas, impulsionada pela indústria de ração e pelo etanol.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais