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Receita arrecada R$ 1,5 bi com IR sobre dividendos em 2026

Receita fatura R$ 1,5 bi com IR sobre dividendos até maio; projeção para 2026 aponta R$ 30 bi no imposto mínimo para alta renda, em sua maioria com dividendos

Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros do órgão, Claudemir Malaquias — Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
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  • A Receita arrecadou R$ 1,5 bilhão de janeiro a maio deste ano com a retenção do Imposto de Renda na fonte sobre dividendos.
  • Em 2026, o governo estima arrecadar cerca de R$ 30 bilhões com o imposto mínimo sobre a alta renda, sendo R$ 23,76 bilhões sobre dividendos e R$ 6,18 bilhões sobre rendimentos auferidos no exterior.
  • A medida foi desenhada para compensar a perda de arrecadação decorrente da ampliação da faixa de isenção do IR até R$ 5 mil por mês e do desconto para contribuintes com renda mensal de até R$ 7.350.
  • O governo projeta uma perda de arrecadação de R$ 28,04 bilhões com a desoneração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
  • A arrecadação federal total somou R$ 266,793 bilhões em maio, alta real de 10,69%.

A Receita Federal informou que arrecadou 1,5 bilhão de reais, entre janeiro e maio de 2026, com a retenção do Imposto de Renda na fonte sobre pagamentos de dividendos. O dado foi anunciado por Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros do órgão.

Segundo a pasta, a arrecadação com o imposto mínimo sobre a alta renda está estimada em 30 bilhões de reais para 2026. Desse total, 23,76 bilhões vêm da tributação sobre dividendos, e 6,18 bilhões, de rendimentos no exterior.

A medida tem como objetivo compensar a perda de arrecadação decorrente da ampliação da faixa de isenção do IR para quem ganha até 5 mil reais mensais e do desconto parcial para quem recebe até 7.350 reais por mês. A previsão é de queda de 28,04 bilhões com a desoneração do IRPF.

A Receita lembra que a arrecadação com dividendos não é linear ao longo do ano, ao contrário da retenção sobre salários, que é mensal. A cobrança sobre dividendos depende do calendário de distribuição de lucros das empresas, o que pode provocar oscilações.

O ajuste final do imposto mínimo ocorrerá apenas na declaração anual. Durante o ano, a incidência atinge apenas as distribuições de dividendos. A gestão pública esclarece que o montante de maio já reflete parte desse regime.

Fonte: Receita Federal.

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