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Shopping representa 4% do PIB

FGV para Abrasce estima que shoppings movimentam R$ 862 bilhões e respondem por R$ 441 bilhões do PIB, com impactos trabalhistas e valorização imobiliária

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  • Estudo da FGV, encomendado pela Abrasce, aponta que os shoppings movimentam R$ 862 bilhões em valor bruto da produção e têm impacto de R$ 441 bilhões no PIB, próximo de 4% da economia.
  • O total envolve 658 shoppings em 253 municípios, que sustentam 6,4 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos.
  • A arrecadação tributária estimada é de R$ 143 bilhões, com destaques para R$ 30,3 bilhões em ICMS e R$ 27,3 bilhões em Imposto de Renda.
  • Imóveis localizados até dois quilômetros de shoppings valorizam, em média, 26% em até dois anos após a inauguração.
  • O setor, que completa cinquenta anos, busca mostrar que o shopping é plataforma de serviços, lazer, alimentação e desenvolvimento urbano, além do varejo.

Um estudo inédito da FGV, encomendado pela Abrasce, quantifica o impacto econômico dos shopping centers no Brasil. Os resultados apontam que os empreendimentos movimentam R$ 862 bilhões em valor bruto da produção e chegam a R$ 441 bilhões de contribuição ao PIB.

A pesquisa mostra que há 658 shoppings em operação no país, distribuídos por 253 municípios. Quando considerados efeitos diretos, indiretos e induzidos, os centros comerciais sustentam 6,4 milhões de empregos.

A arrecadação tributária estimada pelo estudo chega a R$ 143 bilhões. Desse total, R$ 30,3 bilhões correspondem ao ICMS e R$ 27,3 bilhões, ao Imposto de Renda. Also incluem ISS, IPTU e ITBI.

A análise destaca ainda o peso fiscal do setor e os impactos municipais ligados aos empreendimentos. Esses dados reforçam a relevância dos shoppings na arrecadação local e nacional.

Valor agregado imobiliário

A FGV aponta valorização média de 26% em imóveis localizados a até dois quilômetros de um shopping, em até dois anos após a inauguração. O efeito é citado como fator de desenvolvimento urbano pelos gestores.

Implicações para políticas públicas

Segundo o estudo, prefeitos, incorporadoras e fundos imobiliários enxergam os shoppings como âncoras de desenvolvimento, mesmo com a expansão do comércio digital. A depender da região, os impactos variam conforme infraestrutura e uso do espaço.

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