- Aneel mantém a bandeira amarela em junho, com adicional de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos.
- A agência aponta piora nas condições de geração devido à redução de chuva, com volumes dos reservatórios abaixo da média.
- Projeções anteriores indicavam bandeira vermelha 1 para junho, equivalente a R$ 4,463 por 100 kWh.
- A possibilidade de El Niño no segundo semestre pode manter bandeiras mais caras ao longo do ano.
- Fiemg destaca ajuda e preocupa com o custo adicional, citando ainda o reajuste de Cemig em Minas Gerais (6,5%).
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira amarela com adicional na conta de luz de junho. O custo adicional é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A decisão ocorre diante da piora nas condições de geração, provocada pela queda no volume de chuva em todo o Brasil.
A Aneel explica que o período seco reduz a geração hidrelétrica, levando à maior atuação de usinas termelétricas, mais caras. Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico já havia adotado medidas preventivas para 2026. Em junho, a possibilidade de bandeira vermelha no patamar 1 passou a ser improvável apenas por enquanto.
Ainda neste mês, projeções da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicavam que a bandeira vermelha poderia chegar a R$ 4,463 por 100 kWh. Entre fevereiro e abril, o país teve bandeira verde, com condições mais favoráveis para a geração. O cenário de El Niño no segundo semestre acentua o alerta de tarifas mais altas.
Manutenção da bandeira amarela e impactos
O anúncio da Aneel vem acompanhado da explicação de que o período seco aumenta a necessidade de usinas termelétricas, elevando custos. A entidade aponta que a geração hidrelétrica fica abaixo do ideal, refletindo no valor cobrado dos consumidores.
Repercussões para o setor produtivo
A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com a decisão. Em nota, a entidade afirma que a amarela é positiva frente às vermelhas, mas ressalta pressão causada pela queda de chuvas. O coordenador de Mercado de Energia, Sérgio Pataca, alerta sobre o custo de geração e a necessidade de atenção nos próximos meses.
Pataca ressalta ainda que, além da bandeira amarela, há o reajuste tarifário da Cemig, que deve afetar consumidores mineiros com alta de aproximadamente 6,5%. O peso somado pode manter as tarifas sob pressão mesmo com menor gravidade da bandeira.
O que é definido pela bandeira tarifária
A bandeira tarifária sinaliza aos consumidores os custos da geração de energia no Brasil, considerando o risco hidrológico e o aumento do PLD, o preço de referência da energia. O objetivo é atenuar impactos tarifários sobre distribuidoras e clientes.
O sistema, criado em 2015, transfere mensalmente recursos às distribuidoras via a “conta Bandeiras”. O objetivo é manter o abastecimento estável e dar previsibilidade aos custos de energia para famílias e empresas.
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