- Balneário Camboriú, no sul de Santa Catarina, tem a região da Interpraias se consolidando como enclave de luxo, com imóveis de até R$ 20 milhões e valorização de 200% em cinco anos.
- A valorização ocorre por oferta de terrenos limitada e regras ambientais rígidas, com a verticalização proibida na Interpraias.
- Principais praias do polo de luxo são Estaleirinho, Estaleiro, Pinho, Taquaras, Taquarinhas e Laranjeiras, antes com pousadas familiares, hoje com imóveis de alto padrão.
- O modelo é comparado aos Hamptons de Nova York: baixa densidade, segurança e preservação ambiental, atraindo capital paciente que valoriza a paisagem.
- A Agência Interpraias, em cooperação com a prefeitura, planeja instalar cerca de cem câmeras em até dois anos, com leitura de placas e reconhecimento facial em uma área de 10 quilômetros quadrados; especialistas projetam mais até 50% de valorização em dois anos.
O trecho de praias preservadas ao sul de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, consolidou-se como um enclave de luxo com imóveis de até 20 milhões de reais. A região da Interpraias registrou valorização de 200% em cinco anos, atraindo investidores que buscam exclusividade e contato com a natureza.
A alta expressiva resulta da combinação entre oferta limitada de terrenos e regras ambientais rígidas. Na Interpraias, a verticalização é proibida, diferente da Praia Central, onde predominaram arranha-céus. A escassez planejada eleva os preços pela pouca disponibilidade em ambiente natural.
As praias que firmam o novo polo de luxo ficam ao sul do município, entre Estaleirinho, Estaleiro, Pinho, Taquaras, Taquarinhas e Laranjeiras. Antes abrigavam pousadas familiares; hoje concentram casas de alto padrão voltadas à segunda moradia.
A comparação com os Hamptons de Nova York parte da lógica de baixa densidade, segurança e preservação ambiental. O mercado local valoriza o entorno e o CEP, atraindo capital paciente que busca não ver grandes prédios alterarem a paisagem.
A Interpraias passa a contar com a Agência Interpraias, em parceria com a prefeitura, que planeja instalar cerca de 100 câmeras nos próximos dois anos. O sistema terá leitura automática de placas e reconhecimento, cobrindo cerca de 10 km².
Especialistas projetam valorização adicional de até 50% nos próximos dois anos. O desafio é equilibrar novos acessos e moradias com a manutenção do diferencial das praias agrestes, mantendo o caráter exclusivo da região.
A tendência aponta para a Interpraias como um espaço entre patrimônio ambiental e mercado de alto poder aquisitivo, consolidando-se como um refúgio de renda elevada. A matéria base é da Gazeta do Povo.
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