- A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa na próxima terça-feira, 30, o reajuste tarifário anual da Enel São Paulo, com validade prevista a partir de 4 de julho.
- Se aprovado, o reajuste atinge cerca de 8,92 milhões de unidades consumidoras atendidas pela distribuidora na região metropolitana de São Paulo, com aumento médio de 10,18%.
- Os percentuais variam por tipo de consumo: baixa tensão, que abrange a maior parte das residências e pequenos comércios, terá alta média de 8,97%; residencial, 9,02%; alta tensão (indústrias/grandes empresas), 15%.
- O aumento é explicado pela atualização das Parcelas A e B; as Parcelas A e B contribuíram com 3,72 pontos percentuais, sendo 4,03 pp por componentes financeiros e 2,43 pp pela retirada de componentes.
- A maior parte do reajuste não fica com a distribuidora: distribuição representa 0,37 pp; Parcela A responde por 72,27% e Parcela B por 27,23%. A Enel também enfrenta processo na Aneel que pode levar à caducidade da concessão.
A diretoria da Aneel deve analisar, na próxima terça-feira, 30 de junho, o reajuste tarifário anual da Enel São Paulo. A proposta prevê alta média de 10,18% para cerca de 8,92 milhões de unidades consumidoras da região metropolitana. Se aprovado, os novos valores entram em vigor em 4 de julho.
O aumento varia por categoria. Baixa tensão, que abrange a maioria de residências e pequenos comércios, pode registrar 8,97%. Consumidores residenciais devem ter alta de 9,02%. Indústrias e grandes empresas sob alta tensão podem enfrentar até 15% de reajuste.
Explicação oficial aponta atualização de custos das Parcelas A e B como principal motor do reajuste. A relatora Agnes da Costa frisa que as Parcelas A contribuíram com 3,72 p.p., enquanto componentes financeiros somaram 4,03 p.p. e retiradas de itens anteriores somaram 2,43 p.p.
A maior parte do impacto não fica com a distribuidora. Distribuição representa apenas 0,37 p.p. do aumento. Encargos setoriais, custos de transmissão e compra de energia são os principais fatores, com a Parcela A respondendo por 72,27% dos custos da concessão e a Parcela B, 27,23%.
Processo na Aneel e cenário regulatório
Paralelamente, a Enel São Paulo responde a processo administrativo na Aneel que pode sugerir abertura de caducidade da concessão. A fiscalização ganhou intensidade após apagões entre 2023 e 2025 na região, que deixaram milhões sem energia por dias.
A agência investiga se houve descumprimento das obrigações contratuais e se as falhas na prestação do serviço justificam a perda da concessão. A Enel informou que aguarda a definição do percentual de reajuste a ser deliberado pela Aneel.
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