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Dívida deve chegar a 115% do PIB em 2036, diz IFI

IFI projeta dívida bruta a 115% do PIB até 2036, com déficits primários persistentes e regra fiscal que perde eficiência a partir de 2028

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  • A dívida bruta do governo geral pode chegar a 115% do PIB até 2036, se não houver mudanças na política fiscal, aponta o Relatório de Acompanhamento Fiscal da IFI.
  • O documento aponta déficits primários sucessivos nos próximos anos como principal impulsionador do endividamento.
  • As projeções da IFI são mais pessimistas que as do governo, por adotarem cenários macroeconômicos mais conservadores.
  • A regra fiscal perde eficácia a partir de dois mil e vinte e oito devido ao crescimento de despesas obrigatórias, como Previdência e benefícios assistenciais.
  • O envelhecimento da população é desafio de longo prazo, com impactos em Previdência e saúde, exigindo discussão sobre o ritmo de crescimento dessas despesas.

A dívida bruta do governo geral pode chegar a 115% do PIB até 2036, segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal da IFI. A instituição aponta trajetória de endividamento crescente caso não haja mudanças na política fiscal.

O documento indica déficits primários consecutivos nos próximos anos, o que impede a estabilização da dívida. A projeção parte de cenário com regras fiscais e condições macroeconômicas mantidas.

Alexandre Andrade, diretor da IFI, diz que o quadro é preocupante, mas administrável. As projeções utilizam premissas macroeconômicas mais conservadoras que as do governo, o que ampliaria o espaço para ajustes.

Perspectivas fiscais e regras

De acordo com a IFI, a divergência entre cenários se deve às hipóteses de crescimento, inflação e juros. Metade da dívida está indexada à Selic, o que influencia a evolução do endividamento frente a alterações desses componentes.

A instituição aponta que a regra fiscal perde eficácia a partir de 2028, devido ao aumento das despesas obrigatórias, especialmente previdenciárias e benefícios assistenciais. Esse efeito reduz o espaço para novas despesas.

Para reverter o quadro, a IFI defende debate sobre o ritmo de crescimento de despesas obrigatórias. Não é necessariamente um corte, mas ajustes que mantenham a sustentabilidade das contas públicas.

Desafios de longo prazo

O envelhecimento da população é destacado como fator central, elevando gastos com Previdência e saúde nas próximas décadas. Diante desse cenário, a sociedade precisará discutir estratégias de longo prazo para a sustentabilidade fiscal.

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