- A dívida pública federal subiu 2,66% em maio, totalizando R$ 9 trilhões.
- Dívida interna chegou a R$ 8,7 trilhões (alta de 2,72%) e dívida externa ficou em R$ 340,5 bilhões (+1,37%).
- Emissão líquida de títulos foi de R$ 135,6 bilhões, com apropriação de juros de R$ 94,2 bilhões.
- Títulos indexados à Selic passaram a representar 49,0% do total; custo médio da dívida em doze meses chegou a 12,31% ao ano e o de novas emissões, a 14,19% ao ano.
- Liquidez disponível ficou em R$ 1,2 trilhão (cerca de 9,14 meses de vencimentos); prazo médio de vencimento caiu de 4,12 para 4,07 anos; curva de juros seguiu alta em junho.
A dívida pública federal do Brasil subiu 2,66% em maio na comparação com abril e atingiu 9 trilhões de reais, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira (26). O aumento ocorreu em meio a elevações de custos de rolagem e de novas emissões de títulos.
A dívida pública mobiliária interna avançou 2,72%, para 8,7 trilhões de reais, enquanto a externa subiu 1,37%, alcançando 340,5 bilhões de reais. O mês registrou emissão líquida de 135,6 bilhões de reais e apropriação de juros de 94,2 bilhões de reais.
Títulos indexados à Selic continuaram sendo os mais demandados pelos investidores em momentos de volatilidade, atingindo 49,0% do total, frente a 48,6% em abril. O Tesouro estima que esses papéis respondam por 46% a 50% do estoque neste ano.
No mês, houve uma elevação nos juros futuros no país, impulsionada por expectativas sobre a política monetária em meio a tensões geopolíticas, ainda que haja sinais de possível resolução do conflito entre Estados Unidos e Irã.
O custo médio do estoque da dívida pública federal em 12 meses subiu de 12,22% ao ano em abril para 12,31% ao ano em maio. Já o custo médio das novas emissões passou de 14,08% para 14,19% no mesmo período.
O colchão de liquidez da dívida somou 1,2 trilhão de reais, suficiente para cobrir 9,14 meses de vencimentos. O Tesouro informou que o prazo médio do estoque caiu de 4,12 anos em abril para 4,07 anos em maio.
Para junho, o Tesouro apontou alta da curva de juros brasileira, refletindo mudanças de expectativa sobre o ciclo de política monetária, em contexto de incertezas externas.
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