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Brasil prioriza envelhecimento da população antes do crescimento econômico

Brasil busca crescer enquanto envelhece; investimento público insuficiente e queda de produtividade comprometem metas de renda por habitante

Falta de investimento, especialmente em pesquisa e desenvolvimento, levará o Brasil a ficar velho antes de ficar rico. (Foto: Imagem criada utilizando ChatGPT/Gazeta do Povo)
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  • Em 2040, o Brasil chegaria a 240 milhões de habitantes, com cerca de 57 milhões acima de 60 anos, e a ideia de enriquecer depois de envelhecer não foi observada em países desenvolvidos.
  • O país teria 30 anos para alcançar renda per capita compatível com o desenvolvimento, o que exigiria triplicar a renda anual por habitante e elevar a produtividade e a infraestrutura.
  • A taxa de investimento média no PIB, essencial para esse crescimento, nunca atingiu os 25% necessários; nos últimos quinze anos chegou a 20% em 2013 e hoje fica em torno de 17%.
  • A principal razão é a baixa capacidade de investimento do setor público, com gastos com pessoal e custeio crescendo mais que a arrecadação, reduzindo o investimento total.
  • Reverter deficiências em pesquisa, ciência, educação e tecnologia é crucial para aumentar produtividade e renda; Brasil precisa ampliar invenções e inovações para competir, mantendo investimentos em P&D e infraestrutura.

Há 15 anos, o IBGE apontou que, em 2040, o Brasil chegaria a 240 milhões de habitantes, com quase 57 milhões com mais de 60 anos. Fomos advertidos de que enriquecer antes de envelhecer é uma realidade até hoje não atingida pelos demais países desenvolvidos.

Especialistas destacaram que o país teria 30 anos para avançar rumo ao grupo de nações ricas antes do envelhecimento se tornar um limitador. A projeção previa multiplicar a renda por habitante por fatores expressivos de produtividade.

Para isso, seria essencial ampliar a infraestrutura física e tecnológica, incluindo transporte, energia, portos, aeroportos, telecomunicações e armazenagem. Sem modernização, o crescimento seria inviável.

A principal barreira, segundo análises, é a baixa taxa de investimento público. Nos últimos 15 anos, o maior patamar registrado foi 20% do PIB, longe dos 25% necessários para sustentar um crescimento de 5% ao ano.

A situação decorre de gastos correntes com pessoal e custeio que subiram acima da arrecadação, limitando o montante disponível para investimentos. Em muitos anos, parte do investimento foi financiada pela dívida.

Além disso, o gasto público tem aumentado na máquina estatal, com salários e benefícios, impactando a capacidade de investimento privado. A arrecadação não acompanhou o ritmo de encargos da administração.

Atrasos na educação e na tecnologia pesam na produtividade. Rankings internacionais indicam que o Brasil fica atrás em pesquisa, desenvolvimento e inovação, fatores cruciais para elevar a renda per capita.

> Observa-se que, ao segurar recursos para consumo público, o país desacelera a transição para uma economia mais produtiva. O desafio é deslocar o foco para ciência, educação e tecnologia.

Desafios estratégicos

  • O Brasil precisa de maior investimento em P&D para reduzir a distância frente a Japão, Coreia do Sul e EUA na pauta tecnológica.
  • Aumentar a eficiência da Administração pública, reduzindo custeio sem comprometer serviços essenciais.
  • Estimular abertura ao exterior e importação de tecnologias para acelerar inovação.

Especialistas ressaltam que sem avanços em invenções e inovações o país não alcançará um crescimento sustentável nem reduzirá desigualdades. A prioridade é alinhar políticas públicas ao impulso produtivo.

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