- Copa do Mundo e calendário eleitoral devem elevar a volatilidade no mercado financeiro.
- Investo propõe uma “seleção ideal de ETFs” dividida em defesa, meio de campo e ataque para enfrentar a incerteza.
- Defesa: renda fixa atrelada à Selic e à inflação (exemplos LFTB11, NTNS11); meio campo: ativos globais como WRLD11 e ouro via GLDX11; ataque: ativos com maior retorno como QLBR11 e HODL11.
- Diversificação internacional é prioridade estrutural; o Brasil representa menos de 1% do mercado acionário global, tornando o WRLD11 central na estratégia.
- O capitão da carteira é o global; proteção em cenários de incerteza inclui renda fixa, ouro e dólar (USDB11).
Com o início da Copa do Mundo e a proximidade das eleições, o mercado financeiro entra em um período de maior volatilidade. A incerteza sobre o rumo da economia costuma aumentar durante ciclos eleitorais, ao mesmo tempo em que eventos globais afetam setores como consumo, turismo e infraestrutura.
Diante desse cenário, há crescimento no interesse por estratégias de diversificação internacional por meio de ETFs, que permitem exposição a países, moedas e setores com um único ativo. A Investo apresenta uma analogia: montar uma “seleção ideal de ETFs” para enfrentar as incertezas, com funções definidas de defesa, meio-campo e ataque.
Definição de defesa, meio e ataque
Segundo o analista da Investo, a carteira adequada para períodos de instabilidade precisa ter equilíbrio entre defesa e ataque, com foco em reduzir volatilidade, distribuir risco globalmente e buscar retorno. A defesa envolve ativos de menor oscilação, como renda fixa atrelada à Selic e à inflação.
No meio-campo, entram instrumentos que ampliam a distribuição de risco em escala global, enquanto o ataque reúne ativos com maior potencial de retorno, ainda que com maior volatilidade. Três pilares norteiam a estratégia: liquidez, diversificação e eficiência tributária e de custos.
A composição da seleção de ETFs
Na defesa, entram fundos de renda fixa como LFTB11 e NTNS11, que visam preservar capital em cenários de estresse e acompanhar juros e inflação. No meio-campo, aparecem ativos globais como WRLD11, que distribui exposição a empresas de diversos países, e GLDX11, ligado ao ouro físico, como proteção em momentos de tensão.
No ataque, ficam ativos mais arrojados, como QLBR11, com foco em empresas brasileiras de alta qualidade, e HODL11, que oferece exposição ao Bitcoin e maior volatilidade. Segundo Moreno, os atacantes visam maior retorno, com oscilações mais intensas.
Diversificação internacional como prioridade
Apesar da importância do mercado doméstico, a gestora defende que a diversificação internacional deve ser prioridade estrutural. O Brasil representa menos de 1% do mercado acionário global, o que aumenta o risco de concentração.
Nesse sentido, WRLD11 recebe papel central na estratégia, atuando como referência para a carteira. O ativo global reduz a dependência de uma economia específica e amplia a diversificação de ativos.
O capitão da carteira é o global
A analogia aponta o ativo global como liderança da carteira. WRLD11 oferece acesso a uma ampla gama de empresas listadas mundialmente por meio de um único produto, funcionando como eixo de organização da seleção de ETFs.
Essa abordagem busca reduzir a dependência de economias isoladas e ampliar a exposição a diferentes ciclos econômicos, mantendo a estrutura da carteira mais robusta.
Proteção em cenários de incerteza
Quando a incerteza aumenta, a estratégia defensiva ganha relevância. Entre os principais instrumentos estão a renda fixa pós-fixada e indexada à inflação, como LFTB11 e NTNS11, que ajudam a estabilizar a carteira.
O ouro, via GLDX11, é citado como proteção histórica em períodos de aversão ao risco, com baixa correlação em relação às ações. O dólar também surge como proteção cambial, com ativos como USDB11 combinando moeda americana e renda fixa de alta qualidade.
Estratégia estrutural, não dependente de eventos
A analogia entre Copa e eleições não restri-ne a esses momentos. A lógica de diversificação internacional é estrutural, visando ampliar a exposição global, reduzir a concentração em um único país e combinar diferentes classes de ativos para atravessar ciclos econômicos distintos.
Assim, a “seleção de ETFs” busca equilíbrio entre defesa, meio e ataque, com o mercado global assumindo o papel de capitão da carteira.
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