- Alan Greenspan, na casa dele, aos poucos anos noventa, perguntou se alguém já se deliciou com algo, com sorriso marcado pela curiosidade.
- O jornalista relata que era quatro da tarde e estavam exaustos após horas de trabalho desde as nove.
- Greenspan se levantou, pegou um objeto embrulhado em filme prateado e mostrou um presente secreto de chocolate negro.
- Eles estavam juntos para escrever uma história econômica dos EUA, que seria publicada como Capitalism in America: A History.
- O ex-presidente do Federal Reserve aprovou o jornalista por ter passado no “teste ideológico” dele, ligado à cidade de Edimburgo, associada a Adam Smith.
O ex-presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, então com pouco mais de noventa anos, fez a pergunta num tom tagarela enquanto o relógio marcava as 16h, após horas de trabalho desde as 9h. A conversa era sobre indulgências.
A dupla experimentou um momento de descontração: Greenspan levantou-se com passos ágeis, apesar de problemas nas costas, e trouxe um embrulho prateado. Sentaram-se e passaram a apreciar o chocolate amargo, em silêncio.
A situação ocorreu durante o processo de escrita de uma história econômica dos Estados Unidos, com a participação do escritor convidado pela Editora Penguin. O objetivo era chegar ao livro Capitalism in America: A History.
Greenspan avaliou que o autor tinha perfil compatível com o projeto, após a primeira ligação. O editor manteve a ideia de reunir as duas perspectivas para o texto.
A escolha de Edinburgh para a ligação inicial do contato fez parte da justificativa do encontro, segundo o relato. Greenspan associou a cidade aos ideais da Escola Escocesa e ao pensamento de Adam Smith.
O diálogo ocorreu em um contexto de colaboração entre o ex-presidente da autoridade monetária e o autor, com foco no histórico econômico dos EUA e no debate entre ideologias que moldaram o período.
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