- O etanol de milho passou de 13% para 24% da participação do combustível hidratado nos últimos quatro anos, segundo dados do Balanço Energético Nacional.
- A safra brasileira de milho deve superar 130 milhões de toneladas na safra 2025‑2026, impulsionada pela safrinha (segunda safra).
- O Centro-Oeste ganha peso na indústria, com novas usinas e infraestrutura favorecendo a produção de milho para etanol.
- A combinação cana e milho aumenta a eficiência energética da matriz de biocombustíveis, mantendo o Brasil competitivo internacionalmente.
- Investidores, como o grupo paraguaio Inpasa, passam a investir no etanol de milho; a dinâmica também é influenciada pela rentabilidade do açúcar e pela situação do petróleo.
Desde o início da expansão do etanol no Brasil, a cana-de-açúcar foi o principal insumo. Hoje, o milho passa a ocupar espaço estratégico no setor, apoiado por avanços tecnológicos do agronegócio e pela maior eficiência na produção de biocombustível.
Dados do Balanço Energético Nacional mostram que o etanol de milho ganhou participação no mercado de combustível hidratado, crescendo de 13% para 24% nos últimos quatro anos. A produção nacional também avançou de ritmo acelerado.
A safra de milho brasileira deve superar 130 milhões de toneladas na temporada 2025-2026, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento. O aumento acompanha a expansão do cultivo no Centro-Oeste, onde há maior disponibilidade de grãos e infraestrutura logística.
Expansão produtiva e mudança geográfica
A transformação da agricultura brasileira, com a safrinha de milho ao lado da soja, elevou a oferta de milho. O sistema reduz necessidade de novas áreas, ampliando a produtividade das terras já cultivadas e abrindo espaço para novas usinas de etanol.
O crescimento é impulsionado por sementes mais eficientes, máquinas modernas e técnicas de manejo. Em Goiás, Edwal Portilho aponta ganho de 50% na produtividade da safrinha desde 2021, o que reforça a viabilidade econômica da cadeia.
Essa dinâmica também reflete a busca por diversificação energética. A produção de etanol, somando cana e milho, mantém alta produtividade e competitividade no mercado internacional, segundo especialistas ouvidos pela imprensa.
Cenário de competitividade e investimentos
Historicamente, o etanol de milho enfrentou vantagem energética menor frente aos Estados Unidos. A adoção de sementes GM e a entressafra da soja foram determinantes para reduzir essa diferença no Brasil.
Mesmo com a escalada do milho, o etanol de cana continua dominando as exportações, com superior eficiência energética. A disputa comercial entre Brasil e EUA envolve tarifas, mantendo regras de equilíbrio fiscal para o setor.
Grandes investimentos também têm alavancado o etanol de milho. O paraguio Inpasa tornou-se o maior produtor da América Latina, reforçando a competitividade regional e a diversificação do parque industrial de biocombustíveis.
A combinação entre cana e milho fortalece a segurança energética do país. Ao ampliar a matriz de biocombustíveis, o Brasil reduz a dependência de uma única cadeia produtiva e sustenta a transição para fontes menos poluentes.
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