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Uso de IA no trabalho cresce; medo de substituição cai entre brasileiros

Datafolha: entre brasileiros familiarizados com IA, medo de substituição cai; uso da tecnologia no trabalho sobe para 24%

Ícones dos chatbots de IA ChatGPT, Claude e Gemini
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  • Datafolha, em junho de 2026, ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios; a margem de erro é de dois pontos percentuais. Entre quem já ouviu falar em IA, 49% não temem substituição de profissão e 48% temem, caindo ao longo de um ano (há um ano, 56% temiam e 41% não temiam).
  • Entre os que conhecem IA, 24% já usaram a tecnologia no trabalho; 25% a utilizam para pesquisas na internet; 17% para estudos e 4% para criar vídeos e imagens.
  • O tema suscita debate sobre substituição versus complementaridade: especialistas apontam que a adoção da IA pode reduzir custos e elevar produtividade, gerando novas tarefas, mas é difícil prever o equilíbrio.
  • Grandes empresas e governança apontam riscos de desemprego em massa, enquanto economistas destacam vulnerabilidade de jovens e da classe média diante da proteção social existente.
  • O Datafolha aponta resistência a IA em decisões limitadas, como 79% consideram inadequado o uso de modelos de IA em contratações e demissões; 68% desaprovam IA em tratamentos médicos e 67% em concessão de crédito.

O uso de IA no trabalho no Brasil segue avançando, conforme levantamento do Datafolha realizado em junho. A pesquisa aponta que, entre os que já ouviram falar em inteligência artificial, 48% temem a substituição da profissão pela tecnologia, contra 56% há um ano.

Por outro lado, 49% não têm medo de ter a atividade de rotina substituída pela IA, índice que tem aumentado desde 2025. Já 24% dos que conhecem IA disseram ter utilizado a tecnologia no trabalho, contra 17% em anterior medição.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 139 municípios, nos dias 17 e 18 de junho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O estudo também aponta usos da IA fora do ambiente de trabalho, como pesquisas na internet (25%), estudos (17%) e criação de vídeos e imagens (4%). Essas evidências mostram maior familiaridade com a tecnologia entre a população.

Especialistas defendem leituras distintas sobre o impacto da IA. Economistas citam incerteza sobre substituição em massa, enquanto observam que a IA pode reduzir custos e favorecer novas demandas. O cenário varia por setor e nível de escolaridade.

Estimativas de estudos ligados ao tema indicam que até 30 milhões de trabalhadores brasileiros estariam expostos a algum grau de IA generativa, em ocupações diversas. A parcela com maior exposição envolve jovens, serviços e áreas de informação e finanças.

Para o Datafolha, a relação entre expectativa de empregos e adoção da IA revela tensão entre medo e adaptação. A pesquisa destaca resistência a decisões automatizadas em áreas como recrutamento, saúde e concessão de crédito.

Fonte: Datafolha, divulgação recente, com base em dados de junho de 2026. As informações ajudam a entender como a tecnologia está sendo incorporada pelo mercado e pela sociedade, sem adotar leitura telegráfica dos impactos.

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