- A Volkswagen avalia ampliar seu plano de reestruturação e pode cortar até 100 mil empregos, além de fechar fábricas na Alemanha, segundo a revista Manager Magazin.
- O grupo, proprietário de Porsche e Audi, emprega cerca de 657 mil pessoas no mundo; a proposta foi apresentada pelo CEO Oliver Blume em reunião do conselho de gestão nesta semana.
- A estratégia busca tornar a empresa mais competitiva diante das tarifas dos Estados Unidos, da desaceleração do mercado chinês e da concorrência de BYD e Stellantis; a decisão segue para o conselho de supervisão no próximo mês.
- Sindicatos e o conselho de trabalhadores criticam os planos, alegando insegurança para funcionários e regiões onde atuam; representantes dos empregados ocupam metade das cadeiras do conselho, com apoio do estado de Baixa Saxônia.
- Já houve reduções anteriores: cerca de 28 mil funcionários já deixaram a empresa; plano anterior previa eliminar 50 mil até 2030; a companhia também vendeu 51% da divisão de motores marítimos Everllence e reduziu a produção anual de 12 milhões para 9 milhões de veículos.
A Volkswagen avalia ampliar seu plano de reestruturação e pode eliminar até 100 mil empregos, além de fechar fábricas na Alemanha. A proposta foi apresentada nesta semana ao conselho de gestão pelo CEO Oliver Blume, segundo a revista Manager Magazin.
O grupo, que detém marcas como Porsche e Audi, emprega cerca de 657 mil pessoas no mundo. A medida visa tornar a empresa mais competitiva diante de tarifas dos EUA, desaceleração da China e pressão de concorrentes como BYD e Stellantis.
A estratégia será levada ao conselho de supervisão no próximo mês, abrindo negociações que devem se estender por meses. Empresários esperam debates intensos antes de qualquer decisão final.
Reação de sindicatos
Oposição de trabalhadores e autoridades políticas da Alemanha é prevista, com críticas de IG Metall e do conselho de trabalhadores. Entidades afirmam que novos cortes criam insegurança regional e pretendem contestar a medida.
De acordo com o cenário atual, os representantes dos trabalhadores ocupam metade das cadeiras do conselho de supervisão. O estado da Baixa Saxônia, acionista tradicional, também possui participação.
Passos já em curso
Antes da nova proposta, a Volkswagen já reduzia custos. Cerca de 28 mil funcionários deixaram a empresa em acordo com um plano anterior que previa a eliminação de 50 mil postos até 2030.
A montadora também vendeu 51% da divisão de motores marítimos Everllence para reforçar o caixa e reduziu a capacidade de produção anual de 12 milhões para 9 milhões de veículos.
Matthias Schmidt, analista automotivo, afirma que a empresa demorou a ajustar sua estrutura e enfrenta maior pressão da concorrência chinesa. Ele destaca que montadoras da China ganham força sobre o gigante alemão.
Após a divulgação, as ações da Volkswagen subiram 1,2% na Bolsa de Frankfurt, mas acumula queda de cerca de 25% no ano.
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