- O Brasil caiu sete posições e ficou em 65º lugar no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral, entre setenta países.
- O estudo aponta que o país piorou em todos os quatro eixos avaliados (performance econômica, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura), com maiores quedas na eficiência de negócios (11 posições) e na performance econômica (seis posições).
- O relatório enfatiza o custo Brasil como entrave à competitividade, incluindo infraestrutura deficiente, carga tributária, juros, câmbio, burocracia, sistema judiciário e estabilidade institucional.
- Além da infraestrutura, o custo Brasil envolve fatores internos que elevam custos de produção e podem reduzir a capacidade do Brasil competir no mercado internacional.
- Em relação ao agronegócio, o relatório da USDA indica que o crescimento da produção brasileira até 2034 dependerá mais da melhoria logística do que da ampliação da área plantada, com gargalos que podem representar até cerca de trinta por cento dos custos do setor e mais de noventa e cinco por cento da movimentação de grãos ocorrendo por rodovias.
O IMD World Competitiveness Center, em parceria com a Fundação Dom Cabral, divulgou o Ranking Mundial de Competitividade 2026. O Brasil caiu sete posições, ocupando a 65ª colocação entre 70 economias. O levantamento aponta que o país fica à frente apenas de seis nações, incluindo México, Nigéria e Venezuela.
Segundo o estudo, a queda reflete fraturas nacionais que pesam sobre produtividade, crescimento econômico, renda per capita e padrões de vida. A competitividade mede a capacidade de competir no mercado externo, considerando tanto eficiência interna quanto condições para investir e produzir.
A avaliação enfatiza que competir no exterior depende das bases institucionais, econômicas e estruturais do país. O chamado custo Brasil, que inclui infraestrutura, carga tributária, juros, câmbio, burocracia, sistema judiciário e estabilidade regulatória, influencia fortemente a produção.
Fatores que pesam
O relatório aponta queda de desempenho em quatro pilares: economia, governança, eficiência empresarial e infraestrutura. Dentre eles, a menor performance fica com a eficiência de negócios, que recuou 11 posições, e com a economia, que caiu seis posições. Outros indicadores aparecem próximos do fim do ranking entre os 70 países.
O custo de capital, endividamento corporativo, educação, qualificação da força de trabalho e habilidades financeiras e linguísticas também aparecem mal posicionados. Esses componentes ajudam a explicar a posição brasileira no ranking global.
Em relação ao setor agrícola, o USDA aponta que o crescimento da produção até 2034 depende, principalmente, de infraestrutura logística robusta. Gargalos em transporte, armazenagem e escoamento podem elevar custos do agronegócio.
Mais de 60% da malha rodoviária tem deficiência operacional, e a capacidade de armazenagem cobre apenas 60% a 70% da produção, com déficit estimado em 134 milhões de toneladas. Investimentos estimados chegam a cerca de R$ 140 bilhões para reduzir essa lacuna.
Ferrovias e hidrovias são citadas como opções para reduzir custos, mas enfrentam entraves regulatórios, ambientais e de execução. A expansão da produção agrícola ocorreu, segundo o relatório, em ritmo maior que a melhoria da infraestrutura logística.
A conclusão geral é de que a infraestrutura é o gargalo mais significativo para a competitividade futura do Brasil no setor agroindustrial. Países que lideram o ranking conseguiram avançar mais nesses aspectos, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas a eficiência produtiva.
Entre na conversa da comunidade