- O petróleo Brent abriu em US$ 73,42 por barril, alta de 1,13% na ICE, após a reabertura dos mercados.
- A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter lançado mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein; os EUA disseram ter atacado alvos iranianos em retaliação.
- O petroleiro Kiku foi atingido no Estreito de Hormuz, com danos à ponte, segundo o Centro Conjunto de Informações Marítimas; é o segundo ataque a navio comercial em dois dias.
- O Irã informou que autorizou apenas um corredor de navegação ao longo de sua costa e ameaçou atacar embarcações que desrespeitarem as regras no Estreito de Hormuz.
- A Agência Internacional de Energia projeta recuperação da oferta global para 2027, chegando a 8 milhões de barris por dia; os estoques de petróleo dos EUA caíram 15,1 milhões de barris, para 743,3 milhões, na semana encerrada em 19 de junho.
Petróleo abre a semana em alta após escalada de ataques entre EUA e Irã. O Brent operava a US$ 73,42 o barril às 22h09 de Brasília, na ICE, alta de 1,13% sobre o fechamento da semana anterior. A notícia acompanha tensão regional.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter lançado mísseis e drones contra instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrein. Em resposta, forças dos EUA disseram ter atacado alvos iranianos, em ações ordenadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O petroleiro Kiku, com bandeira panamenha, foi atingido no Estreito de Hormuz e teve danos na ponte de comando, segundo o Centro Conjunto de Informações Marítimas. Foi o segundo ataque a um navio comercial em dois dias, após o ataque ao Ever Lovely.
O Irã informou ter autorizado apenas um corredor de navegação ao longo de sua costa e advertiu que pode atacar embarcações que descumpram as regras. A tensão aumenta e eleva incertezas sobre o trânsito pelo estreito.
Na sexta, o Brent caiu a US$ 71,82, abaixo de fevereiro, quando ficou US$ 72,48 antes dos primeiros ataques. A recuperação recente depende da retomada do trânsito pelo Estreito de Hormuz, essencial para o fornecimento global.
O fluxo pelo estreito chegou a registrar 31 travessias, com maioria Oeste-Leste. A prática é menos intensa que antes da guerra, mas supera a média de períodos de conflito, segundo a Kpler.
Mercado físico mostrou descontos em cargas, com oferta pressionada pelo Oriente Médio. Analistas do ING veem sinais positivos no Golfo para os fluxos, ainda abaixo dos níveis pré-guerra.
A Agência Internacional de Energia projeta retorno gradual da oferta mundial, com 8 milhões de bpd adicionais em 2027. Em 2026, a oferta global deve recuar 3,9 milhões de bpd, com parte do suprimento retida no Golfo.
Estados Unidos autorizou vendas de petróleo iraniano nesta semana como parte de negociações para um acordo de paz. A medida acompanha discussões sobre inspeções nucleares e trânsito pelo Estreito de Hormuz.
Estoques de petróleo dos EUA recuaram para 743,3 milhões de barris na semana encerrada em 19 de junho, menor nível desde 1984, aponta a EIA. O recuo sustenta olhares de aperto de oferta.
JPMorgan revisou as projeções do Brent para o segundo semestre de 2026, prevendo média de US$ 86 no 3º trimestre e US$ 80 no 4º, citando estoques baixos e demanda fraca.
Por que Hormuz é importante
O Estreito de Hormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pela passagem, tornando-a estratégica para o abastecimento global.
A passagem é tema de regras internacionais. A Convenção de Montego Bay garante passagem em trânsito, sem necessidade de autorização prévia, sob regime específico para navios civis e militares.
Mesmo sem ratificação formal, o Irã é visto como obrigado por costume internacional a respeitar normas de estreitos. Decisões da Corte Internacional de Justiça reforçam a importância do trânsito sem interrupções.
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