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Sucessão em PMEs: planejamento não pode esperar para garantir o sucesso

Nova geração pressiona mudanças: 91% das pequenas e médias empresas não têm plano de transição, elevando risco de conflitos e perda de competitividade

Estimativa do Banco Mundial indica que apenas 30% das empresas familiares chegam à terceira geração, e o cenário deve se intensificar nos próximos anos
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  • 91% das pequenas e médias empresas não possuem um plano estruturado para a transição de liderança, segundo levantamento da JM Consultoria (2021–2025, 333 empresas).
  • No Brasil, cerca de 90% das empresas são familiares e empregam 75% da força de trabalho; o tema sucessório é caro e costuma ser adiado.
  • O Banco Mundial aponta que apenas 30% das empresas familiares chegam à terceira geração, e o movimento de mudanças entre 2025 e 2030 deve ser o maior da história.
  • A percepção sobre sucessão está mudando: de 24% em 2021 para 67% em 2022 dizerem ter um plano de sucessão robusto, ainda sem forma adulta em muitas PMEs de menor porte.
  • Recomendações: diagnosticar potenciais sucessores, formalizar acordos entre sócios e criar governança que separe família, propriedade e gestão; herdeiros nem sempre assumem, mas precisam estar preparados.

Nos negócios de baixo a médio porte no Brasil, a sucessão permanece entre os temas mais negligenciados e onerosos. A falta de planejamento eleva riscos de governança e continuidade, especialmente em empresas familiares que geram a maior parte dos empregos formais do país.

Entre 2021 e 2025, um estudo da JM Consultoria com 333 PMEs revelou que 91% não possuem um plano estruturado para a transição de liderança. O cenário é agravado pela expectativa de que mudanças geracionais entre 2025 e 2030 serão as maiores da história recente do país.

Panorama e impactos

O Banco Mundial aponta que apenas 30% das empresas familiares chegam à terceira geração. O fenômeno deve se intensificar nos próximos anos, elevando a necessidade de governança desde já. O atraso no planejamento é apontado como principal motivo de fragilidade organizacional durante transições.

Para a presidente do conselho da FBN Brasil, Sara Hughes, o tema deixa de ser tabu quando o negócio já está estável. Nos primeiros anos, o empreendedor foca na sobrevivência e na estabilização, o que adia naturalmente decisões sobre o futuro da liderança.

Mudanças de comportamento e oportunidades

A percepção sobre sucessão vem mudando. Em 2021, 24% dos empresários tinham plano robusto; em 2022, esse índice subiu para 67%. Apesar do avanço, ainda há distância entre ter consciência e ter um plano formalizado, especialmente entre PMEs com menos estrutura de governança.

Cada vez mais, o herdeiro não precisa seguir a trajetória dos fundadores. O importante é que esteja informado e preparado para dar continuidade ao legado. Essas mudanças refletem uma geração de famílias empresárias que valoriza governança compartilhada.

Caminhos práticos para PMEs

O processo de sucessão envolve ações simples, porém pouco praticadas. Entre elas, a identificação de possíveis sucessores e o nível de preparo de cada um; a formalização de acordos entre sócios; e a criação de instâncias de governança que separam claramente família, propriedade e gestão.

A ausência de estrutura de governança pode afetar empresas saudáveis, gerando conflitos internos e decisões tomadas sob pressão. A adoção de medidas preventivas reduz custos e aumenta a previsibilidade na transição.

Por que apostar no planejamento agora

A sucessão não é apenas uma perspectiva futura; é uma questão de governança. Iniciar o planejamento antes que a urgência conduza decisões reduz riscos e facilita a continuidade das operações, garantindo que o legado permaneça vivo independentemente de quem assume a liderança.

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