- Dois terremotos atingiram a Venezuela na semana passada, causando destruição generalizada e ampliando a crise econômica já existente no país.
- Antes dos tremores, a economia venezuelana já enfrentava hiperinflação, escassez de produtos e debilitou serviços, com milhões de pessoas deixando o país.
- A produção e exportação de petróleo vinham crescendo, com o setor privado, especialmente a Chevron, mantendo operações e contribuindo para possíveis ganhos, apesar da instabilidade política.
- O governo dos Estados Unidos vem sendo apontado como fator de pressão política e, após a captura de Nicolás Maduro, houve expectativa de que Washington possa oferecer suporte, inclusive em resposta ao desastre.
- O FMI e outros credores enfrentam obstáculos para financiamento imediato, enquanto o país precisa de recursos para remover escombros, atender sobreviventes e restabelecer serviços básicos, em meio a uma dívida soberana elevada.
Oito dias se passaram desde dois terremotos atingirem a Venezuela, lembrando a gravidade da crise que a nação já enfrentava. Os tremores causaram danos generalizados, com prédios destruídos em Catia La Mar, no estado de La Guaira. Várias áreas ficaram sem energia e água, dificultando a mobilização de equipes de resgate.
As autoridades venezuelanas passam a coordenar a resposta ao desastre, com o desafio de remover escombros, localizar sobreviventes e restabelecer serviços básicos. A catastropha chegou em meio a uma crise econômica de longa data, agravada pela inflação elevada e pela falta de recursos.
Indústrias e empresas privadas são peças-chave da retomada. A Península de Paraguaná, onde fica um grande polo de refino, opera, segundo relatos, com funcionamento estável, o que pode sustentar as exportações de petróleo. A Chevron informa continuidade de operações, respondendo por cerca de um quarto da produção do país.
O contexto financeiro complica a tarefa de financiar a reconstrução. Antes do desastre, a dívida externa da Venezuela somava aproximadamente US$ 240 bilhões, o que restringe o acesso a empréstimos de emergências e fundos de credores internacionais.
Fontes oficiais apontam que, apesar da crise, o petróleo permanece como principal motor da economia. A produção e exportação vinham aumentando nos meses anteriores aos abalos, criando expectativa de crescimento econômico de dois dígitos neste ano, caso haja estabilidade e apoio externo.
Entidades do setor varejista destacam a importância dos pequenos negócios na recuperação. Comércio local representa parcela relevante da cadeia de suprimentos em áreas atingidas, fortalecendo a base econômica regional.
Analistas econômicos ressaltam que a reconstrução exigirá gastos públicos significativos que o Estado venezuelano tem dificuldade em gerir. A cooperação com organismos internacionais pode acelerar a assistência, ainda que haja entraves históricos.
Diversos atores internacionais acompanham a resposta ao desastre. A comunidade global observa como a Venezuela, com seus recursos, equilibrará a necessidade de financiamento com a recuperação de infraestrutura e serviços básicos para a população.
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