- A B3 manteve Braskem nos índices por ora, evitando exclusion imediata.
- A resposta da B3 foi de que, neste momento, não há alteração na situação do emissor.
- Existe risco de exclusão caso a crise avance para etapa formal de reestruturação, conforme regras da bolsa.
- Cerca de 60 milhões a 80 milhões de ações da Braskem estão em mão de fundos passivos e ETFs, o que ampliaria pressão se houvesse retirada dos índices.
- Enquanto a bolsa preserva o enquadramento, a S&P Global Ratings rebaixou Braskem para “D” (default) ao interpretar a suspensão de cobranças como inadimplência.
A B3 manteve Braskem nos índices da bolsa, apesar de uma tutela antecipada que sinaliza uma possível fase de inadimplência. Em comunicação ao Radar Econômico, a bolsa afirmou que, por ora, não ocorreu alteração na situação do emissor. Assim, Braskem permanece no Ibovespa e em outros índices, evitando vendas forçadas.
A prática deixa uma incerteza para investidores de fundos passivos e ETFs que acompanham esses índices. Estima-se que entre 60 milhões e 80 milhões de ações da Braskem estejam sob gestão de esses veículos, nacionais e estrangeiros. Uma eventual exclusão exigiria ajustes de carteira nesses produtos.
Impacto nos índices
A decisão da B3 diverge do tratamento de dívida. A Braskem teve a suspensão de cobranças interpretada pela S&P Global Ratings como default, com rating em D. A bolsa, porém, não acionou automaticamente a retirada das ações dos índices, mantendo a visibilidade do papel no mercado.
Contexto e próximos passos
A tutela antecipada envolve a petroquímica e pode evoluir para etapas formais de reestruturação. O cenário coloca a Braskem sob vigilância de investidores e reguladores, com acompanhamento de eventuais mudanças no enquadramento de índices.
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