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Clima frio reduz produção agrícola e aumenta preços de alimentos

Clima frio eleva custos de hortícolas e varejo: legumes disparam 15,1% em maio, pressionando o bolso do consumidor e aumentando a volatilidade do setor

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  • O frio afeta a produção agrícola e eleva os preços, com os hortifrútis liderando as altas em maio; legumes subiram 15,1% de abril para maio, passando de R$ 6,89 para R$ 7,93.
  • Entre as altas, leite em pó avançou 9%, e o feijão subiu 5% no período analisado.
  • Ovos tiveram queda de 6,5% (de R$ 0,97 para R$ 0,90), enquanto massas alimentícias secas recuaram 3% e café caiu 2,5%.
  • Outras quedas destacadas ocorreram em carne suína (-1,4%), açúcar (-1,1%) e óleo de soja (-0,9%).
  • No acumulado de dezembro de 2025 a maio de 2026, legumes continuam entre as maiores altas, com aumento de 44,2%, sinalizando volatilidade associada ao clima e à oferta.

A chegada de temperaturas mais baixas alterou a sazonalidade da produção agrícola e contribuiu para a alta dos preços das hortaliças. Em maio, as categorias mais sensíveis ao clima lideraram as altas no varejo, pressionando o orçamento do consumidor em todo o país.

Dados da Neogrid, empresa de inteligência de dados, apontam que a categoria de legumes subiu 15,1% em comparação com abril. O preço médio passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 no período, com altas registradas em todas as regiões.

Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid, afirma que a variação está relacionada à oferta e ao clima. Em períodos frios, a produtividade e a maturação de alguns itens sofrem impacto, reduzindo a disponibilidade e elevando preços ao consumidor.

Ele acrescenta que o abastecimento inteligente é crucial em momentos de volatilidade. Em hortifrútis, a previsibilidade da demanda aliada à visibilidade dos estoques ajuda a reduzir rupturas e desperdícios ao longo da cadeia de consumo.

Outros itens em destaque

Entre as demais categorias avaliadas, o leite em pó registrou alta de 9%, com preço médio de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão aumentou 5%, o molho de tomate subiu 3,3% e a água mineral, 3,5%.

Descontos registrados

Já no lado das quedas, os ovos recuaram 6,5%, de R$ 0,97 para R$ 0,90 a unidade. Massas secas caíram 3%, e café em pó e em grãos recuaram 2,5%. Carne suína diminuiu 1,4%, açúcar caiu 1,1% e o óleo de soja teve queda de 0,9%, sendo este o único item com redução em todas as regiões.

Panorama anual

No acumulado de dezembro de 2025 até maio de 2026, legumes continuam entre as maiores altas do varejo, com valorização de 44,2% (de R$ 5,50 para R$ 7,93). Em seguida aparecem feijão (26,5%), leite UHT (23,9%), carne bovina (6%) e ovos (6%).

O estudo também alerta para o monitoramento climático nos próximos meses, com projeções de El Niño. Caso o fenômeno se consolide, mudanças nas chuvas e nas temperaturas podem ampliar a volatilidade na produção agrícola e exigir uma cadeia de consumo mais preparada paraaro eventualidades.

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