- Romano dal Forno, nascido em 1957, saiu da cooperativa local para transformar a vinícola da família em uma usina de tecnologia e produção de alto nível.
- De 7,5 hectares para 35 hectares, a produção passou de cerca de 5 mil para 50 mil garrafas por ano, com instalações altamente tecnológicas, incluindo uma adega de barriques de 1.392 m².
- Adotou vinificação de alto rendimento e densidade: plantio de 11 mil vinhedos por hectare, com foco em rendimentos baixos e seleção rigorosa.
- Inovações no processo incluem reduzir o appassimento (gradação das uvas) para manter a pureza, ajustar o tempo de secagem e introduzir vinificação em barricas, com controle de temperatura nas etapas finais.
- Defende que o Amarone não deve virar vinho para consumo diário, mantendo álcool entre 16% e 17%, para preservar identidade e concentração.
Romano dal Forno, viticultor de Ilasi, no Valpolicella, transformou a fazenda da família em referência de Amarone ao romper com as cooperativas locais. Primeiro a engarrafar sob sua marca, mudou a forma de produzir na região.
Na década de 1980, Dal Forno decidiu investir em tecnologia e vinificação própria, apesar da resistência da família. A sede atual lembra uma villa veneziana, mas as áreas de secagem de uva e vinificação são ultramodernas.
Transformação e expansão
O vinhedo cresceu de 7,5 para 35 hectares, e a produção saltou de 5 mil para cerca de 50 mil garrafas por ano. Hoje, a marca é associada a Amarone de alta qualidade e às técnicas de produção rigorosas.
Dal Forno começou a fazer seu primeiro vintage em 1983, aos 26 anos, após casar. A visão era consolidar um estilo próprio, não copiar mestres da região.
Lições de uma lenda
Entre 1980 e 1990, Romano conheceu Giuseppe Quintarelli, mas manteve a linha independente. Quintarelli defendia tradição; Dal Forno buscou experimentar com números e escolhas rigorosas de seleção de uvas.
A técnica de desidratação de uvas, o appassimento, foi repensada. Reduziu o tempo de secagem para preservar a pureza da fruta e ajustar a maturação para manter equilíbrio.
Inovações na prática
Na prática, o enólogo passou a colher uvas mais tarde e reduzir o período de secagem. A fermentação passou a usar tanques de diferentes formatos, com experimentações que incluíram barricas.
Desde 2001, as uvas de Valpolicella são prensadas depois de 30 dias de secagem, mantendo maior frescor. Em 1996, a vinha teve densidade elevada para ampliar o controle de maturação.
Estilo e futuro
O Amarone de Dal Forno é marcado pela baixa residual de açúcar, pela elegância seca e pela precisão técnica. A produção atual busca manter nível alcoólico estável em torno de 16%.
Romano define o equilíbrio entre opulência e vivacidade como essencial. A expectativa é manter a identidade histórica, sem ceder a modas de consumo.
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