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Déficit de R$ 53 bi em maio agrava contas do governo

Déficit primário de R$ 53,2 bilhões em maio amplia rombo do governo, com despesas crescendo quase o dobro das receitas e pior acumulado no ano

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  • O déficit primário do governo federal ficou em R$ 53,2 bilhões em maio de 2026, pior que o registrado em maio de 2025 (R$ 42,2 bilhões).
  • Despesas totais somaram R$ 251 bilhões no mês, com alta real de 9,4%, enquanto a receita ficou em R$ 198 bilhões, alta real de 5,5%.
  • O aumento das despesas foi puxado principalmente pelas despesas livres, que subiram R$ 16,7 bilhões; benefícios previdenciários subiram R$ 4,9 bilhões e outras despesas obrigatórias, R$ 2,0 bilhões.
  • No acumulado de janeiro a maio de 2026, o déficit primário chegou a R$ 44,4 bilhões, ante saldo positivo de R$ 32,9 bilhões no mesmo período de 2025; a receita líquida totalizou R$ 1,06 trilhão, com alta real de 4,8%, e as despesas somaram R$ 1,1 trilhão, alta real de 13%.
  • A antecipação de pagamentos de precatórios realizado em março de 2026 pressionou as despesas; a meta fiscal para 2026 é de saldo positivo de 0,25% do PIB, com possibilidade de abatimentos legais que podem reduzir até R$ 63,5 bilhões dentro da banda.

O déficit primário do governo federal somou R$ 53,2 bilhões em maio de 2026, aponta o Tesouro Nacional. O resultado é pior que o registrado em maio de 2025, de R$ 42,2 bilhões, e marca o maior rombo para o mês desde 2024, quando ficou em R$ 66,6 bilhões. O déficit reflete despesas que cresceram acima da arrecadação, sem considerar os juros da dívida.

As despesas totais chegaram a R$ 251 bilhões no mês, com alta real de 9,4% frente a abril/2025. A receita somou R$ 198 bilhões, alta real de 5,5%. O aumento das despesas foi puxado principalmente pelas rubricas livres, que subiram R$ 16,7 bilhões. Benefícios previdenciários tiveram alta de R$ 4,9 bilhões.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o déficit primário atingiu R$ 44,4 bilhões, ante saldo positivo de R$ 32,9 bilhões no mesmo período de 2025. A receita líquida ficou em R$ 1,06 trilhão, alta real de 4,8%, enquanto as despesas totais chegaram a R$ 1,1 trilhão, alta real de 13%.

A antecipação no cronograma de pagamento de precatórios, realizada em março de 2026, contribuiu para pressionar as despesas no acumulado do ano. O governo trabalha com meta de saldo positivo de 0,25% do PIB para 2026, equivalente a R$ 34,3 bilhões.

Considerações sobre o arcabouço fiscal

O arcabouço fiscal prevê tolerância de 0,25 ponto percentual em torno da meta. Para cumprir formalmente a meta, o governo precisaria de superávit de R$ 68,6 bilhões até o fim do ano. No entanto, despesas de até R$ 63,5 bilhões podem ser abatidas por meio de mecanismos legais previstos na banda da meta.

A previsão oficial aponta déficit próximo a R$ 60,3 bilhões para 2026. Há informações sobre ações para elevar a arrecadação, incluindo possíveis ajustes tributários anunciados pelo governo.

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