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Governo anuncia novo Plano Safra recorde, sob pressão orçamentária e da Selic

Plano Safra 2026/27 terá entre R$ 610 bilhões e R$ 620 bilhões, com redução pontual de juros, diante de pressão orçamentária e de valores aquém do pleiteado pelo setor

Plano Safra 2026/27, que começa em 1.º de julho, será apresentado pelo governo nesta terça-feira, 30
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  • O governo deve anunciar o Plano Safra 2026/27 com valor entre 610 bilhões e 620 bilhões de reais e juros reduzidos de forma pontual.
  • O setor produtivo pediu entre 623 bilhões e 674 bilhões, mas os números finais devem ficar aquém do pleiteado e abaixo do que foi pedido anteriormente.
  • O montante do ciclo atual (2025/26) foi de 594,4 bilhões de reais; para o próximo, a projeção é de volume próximo aos 610–620 bilhões.
  • A expectativa é reduzir juros entre meio ponto e um ponto percentual, principalmente na agricultura empresarial; na agricultura familiar, as taxas devem permanecer estáveis com ajustes pontuais.
  • Face ao espaço fiscal limitado, o aumento do crédito virá mais de recursos livres ( CPRs, linhas dolarizadas, Move Agrícola) e há resistência quanto a seguro rural e à renegociação de dívidas no plano.

O governo deve anunciar nesta terça-feira o Plano Safra 2026/27, com orçamento estimado entre 610 e 620 bilhões de reais. O lançamento ocorre no Palácio do Planalto, em meio a pressão fiscal e a ajustes na Selic, hoje em 14,25% ao ano. A meta é ampliar recursos, porém com redução moderada das taxas de juros.

Entre as prioridades, o custeio ganha espaço tanto para a agricultura familiar quanto para a agricultura empresarial. O objetivo é manter o crédito disponível diante da retração de investimentos por parte dos produtores e manter equilíbrio com subvenções já previstas.

O governo reconhece internamente que os valores ficarão aquém do pleiteado pelo setor produtivo e distante do que era desejado pela equipe agrícola. As cifras dependem de espaço orçamentário e de restrições fiscais para o ciclo 2026/27.

O que está sendo proposto

Para este ciclo, a oferta de crédito deve ficar entre 610 e 620 bilhões, ante 594,4 bilhões no Safra atual. A diferença reflete ajustes de orçamento e a priorização do custeio, com ênfase em alimentos básicos e programas para mulheres rurais.

A proposta prevê redução moderada nas taxas de juros, especialmente na agricultura empresarial, onde o objetivo inicial era chegar a dígitos; a queda depende da trajetória da Selic e do espaço fiscal disponível.

A expectativa é de que o governo utilize recursos livres para ampliar o crédito, sem depender apenas de subvenções. Linhas como CPRs e Move Agrícola podem compor o financiamento, mantendo percentuais obrigatórios de recursos para o crédito rural.

Aspectos financeiros e estratégicos

No Safra 2025/26, o total ofertado foi de 594,4 bilhões, com 516,2 bilhões para a agricultura empresarial. O orçamento de subvenção deste ano está majoritariamente comprometido com a equalização do atual plano, limitando novos aumentos.

A discussão sobre a equalização enfrenta o desafio de o orçamento de 2024-2026 já estar comprometido. A Lei de Responsabilidade Fiscal em ano de mandato dificulta a ampliação de números, segundo técnicos da equipe econômica.

Participação do governo e próximos passos

Oficiais apontam que o aumento de crédito virá, em parte, de fontes livres, com moderação. A apresentação ocorre hoje: às 10h para a agricultura empresarial; às 17h para a agricultura familiar, com a divulgação de números finais.

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