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Wall Street registra ano recorde com SpaceX, IPOs e US$ 251 bilhões

Wall Street bate recorde de US$ 251 bilhões em IPOs no semestre, impulsionado por SpaceX, Alphabet e demanda por IA

Valor supera a marca mais alta para um semestre estabelecida durante a onda de emissões de 2021 (Foto: Michael Nagle/Bloomberg via Getty Images)
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  • Emissões de ações nos EUA somaram US$ 251 bilhões até 26 de junho, recorde para o semestre e sem contar SPACs.
  • A SpaceX abriu o maior IPO da história, em US$ 86,2 bilhões, enquanto a Alphabet levantou cerca de US$ 85 bilhões.
  • Bancos esperam continuidade da pressão de IPOs no segundo semestre, com novidades e um possível megacontrato para a Anthropic em outubro.
  • O entusiasmo em IA é apontado como motor central, sustentando demanda por capital de risco, infraestrutura de IA e ativos de private equity.
  • Além da tecnologia, há candidatas para novos IPOs, como empresas apoiadas por private equity, com apostas em mais de uma dúzia de grandes operações no segundo semestre, incluindo possibilidades ligadas a chips de IA e redes de alimentação de capital.

Wall Street registra um ano considerado épico, impulsionado pela SpaceX e por uma onda de IPOs, com recordes e sinais de aquisições futuras. Em meio a isso, investidores veem demanda robusta por infraestrutura de IA e capital de risco.

Até 26 de junho, as ofertas públicas iniciais e vendas de ações somavam US$ 251 bilhões nos EUA, sem SPACs, de acordo com a Bloomberg. O total supera o recorde de um semestre de 2021.

A maior operação foi a IPO da SpaceX, avaliando-se em US$ 86,2 bilhões, quebrando o recorde de maior abertura de capital já vista. Ainda assim, a história não se resume a esse aporte.

Will Connolly, do Goldman Sachs, diz que o mercado mudou de patamar e que a necessidade de capital para IA caminha junto a ações resilientes e investidores dispostos a financiar planos de tecnologia. As apostas vão além da SpaceX.

Segundo ele, há muita atividade em diferentes produtos no ecossistema de capitais. A Bloomberg aponta que a IA é motor central da demanda por novas emissões, com a Alphabet gerando US$ 85 bilhões em captação.

Desempenho sólido

Mesmo com volatilidade, as empresas que estrearam mostram retorno robusto. O uso da IA atrai investidores, elevando o retorno médio de estreantes norte-americanos para quase 16%, acima do S&P 500 neste ano, conforme dados da Bloomberg.

A SpaceX liderou um grupo de 11 estreias com arrecadação superior a US$ 1 bilhão neste ano. Analistas acreditam que esse ritmo pode continuar para o segundo semestre, com mais operações de grande porte.

Keith Canton, do JPMorgan, aponta que haveria mais de uma dúzia de IPOs acima de US$ 1 bilhão no segundo semestre, com participação de empresas apoiadas por private equity.

Outras mudanças aguardadas incluem potenciais ofertas do setor de tecnologia e de empresas de portfólios de private equity, que devem buscar capital para expansão e IA.

A Cerebras Systems, fabricante de chips de IA, lançou um IPO de US$ 6,38 bilhões em maio, com preço acima da faixa. Mesmo assim, ações oscilaram após o começo das negociações.

Mercados de private equity aparecem como pipeline para novas estreias, com Inspire Brands e Jersey Mike’s Subs entre as candidatas a abrir capital nos próximos meses.

Perspectiva e cautela

Analistas destacam que nem toda listagem traz retorno estável no longo prazo. A agenda de política monetária do Federal Reserve e possíveis eleições moldam o ritmo do mercado, com volatilidade a depender do cenário macro.

Fontes de bancos sinalizam tendência de verão com um terceiro trimestre movimentado e provável continuidade do impulso no mercado de capitais, mesmo diante de incertezas políticas e econômicas.

Ao mirar o restante de 2026, banqueiros citam a necessidade de avaliar valor, alavancagem e tamanho de IPOs grandes, especialmente entre ativos apoiados por private equity voltados à IA.

Lisa Clyde, do Bank of America, descreveu o momento como épico, indicando que este pode ser o ano que ficará marcado nos relatos do setor.

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