- O Brasil apresentou aos Estados Unidos um “mapa do caminho” com medidas para evitar ou adiar as tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, previstas para entrar em vigor em 15 de julho.
- O ministro Márcio Elias (Indústria, Comércio e Serviços) se reuniu com Jamieson Greer para tentar ganhar tempo nas negociações.
- A proposta inclui reforçar controles sobre desmatamento ilegal e crime organizado, mas não abrirá espaço para discutir soberania nacional, Pix ou decisões do Supremo Tribunal Federal.
- Também está prevista a redução de tarifas de cerca de 300 produtos dos setores de máquinas e equipamentos, saúde e tecnologia da informação, de forma multilateral, não apenas para os EUA.
- O objetivo principal é adiar a aplicação das tarifas enquanto as negociações avançam; novo encontro deve ocorrer na próxima semana e há expectativa de solução transitória até outubro.
O governo brasileiro apresentou aos Estados Unidos uma proposta para evitar ou adiar as tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, previstas para 15 de julho. A iniciativa ocorreu durante uma reunião com o representante de Comércio americano. O objetivo é ganhar tempo enquanto as negociações avançam.
A proposta inclui um “mapa do caminho” com medidas que o Brasil está disposto a adotar, concentradas no combate ao desmatamento ilegal e ao crime organizado. O governo também sinaliza que não aceitará discutir questões de soberania, como críticas ao Pix e decisões do STF.
Avanços e limites
Entre as medidas, está a redução multilateral de tarifas de cerca de 300 produtos, nos setores de máquinas e equipamentos, saúde e tecnologia da informação. A redução seria para todos os parceiros comerciais, não apenas para os EUA.
O principal objetivo é suspender o início das tarifas enquanto as negociações prosseguem, com novo encontro previsto para a próxima semana entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer.
O ministro ressaltou a dificuldade do processo, afirmando que o tempo é curto e que há várias questões em discussão. Ele disse que não cabe discutir questões ideológicas ou políticas eleitorais na negociação econômica bilateral.
Nos bastidores, o governo avalia que a disputa já extrapolou o aspecto econômico e envolve calendário político. Há expectativa de uma solução transitória até outubro, com definição mais ampla da relação comercial apenas após as eleições no Brasil.
A estratégia é manter o canal de negociação aberto, evitando ruptura, mesmo com a proximidade do prazo de aplicação das tarifas. O objetivo é chegar a um acordo que possibilite um andamento estável das trocas comerciais.
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