- Fenabrave elevou a projeção de alta dos emplacamentos de veículos leves em 2026 de 3% para 8,8%, estimando 2,7 milhões de unidades.
- O crescimento é puxado pelas marcas chinesas, com a BYD se destacando e chegando a 7,2% de participação de mercado, no ranking que ainda tem Fiat, Volkswagen e General Motors à frente.
- No semestre, as vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 20,1% versus o mesmo período de 2025, chegando a 1,35 milhão de unidades.
- O programa Carro Sustentável, que zerou o IPI para veículos compactos eficientes, ajudou a impulsionar os emplacamentos; promoções de preço também estimularam a demanda.
- Existem hoje 1.360 concessionárias que representam marcas chinesas no país, equivalentes a 16,2% do total; a BYD vendeu quase todo o volume de 2025 no primeiro semestre de 2026, com 300 mil veículos eletrificados vendidos até junho.
Além do avanço impulsionado pela BYD, concessionárias ampliam projeção de vendas no ano. A Fenabrave revisou a alta prevista para o setor de veículos leves em 2026 de 3% para 8,8%, com o reforço de marcas chinesas. A estimativa aponta total de 2,7 milhões de unidades vendidas.
A associação (Fenabrave) informou que as marcas chinesas foram as principais impulsionadoras do crescimento no período. A BYD desbancou Hyundai, Toyota e Renault no ranking de vendas e ficou em quarta posição no semestre, com 7,2% de participação. Fiat, Volkswagen e GM lideram.
No acumulado do ano, as vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 20,1% ante o mesmo período de 2025, somando 1,35 milhão de unidades. O programa Carro Sustentável, que zerou o IPI para veículos compactos eficientes, ajudou a impulsionar os emplacamentos no semestre.
Promovido pela concorrência entre montadoras, o recuo de preços favoreceu o ritmo das vendas. O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, destacou que as promoções atraem compradores antes reticentes a trocar de carro, beneficiando o mercado.
Segundo a entidade, 1.360 concessionárias representam marcas de origem chinesa no Brasil, o que corresponde a 16,2% do total. A BYD comunicou que, no primeiro semestre de 2026, atingiu quase o volume total de 2025 em apenas seis meses, reforçando a percepção de mudança no mercado.
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil, afirmou que o desempenho do semestre não representa apenas um momento pontual, mas uma mudança estrutural no mercado brasileiro. O comunicado também ressaltou o papel da BYD Dolphin Mini.
Em junho, a BYD somou 300 mil veículos eletrificados vendidos em quatro anos no Brasil, com alta de 100 mil unidades nos últimos seis meses. A Fenabrave informou ainda que os emplacamentos de veículos 100% elétricos triplicaram no semestre, para 90 mil unidades, puxados pela oferta de carros chineses.
Veículos pesados
O segmento de caminhões registrou queda no semestre, mesmo com incentivos do Move Brasil. Até junho, foram emplacados 48 mil caminhões, queda de 9,3% em relação a 2025. Os ônibus também mostraram recuo de 7,9%, com 12,9 mil unidades no acumulado.
Economista observa que o cenário internacional aponta para alta de juros nos EUA e saída de capital do Brasil, enquanto a inflação mundial permanece elevada. O perfil de mercado é influenciado por fatores externos que afetam o consumo.
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