- O Fundo Monetário Internacional deve revisar para cima a previsão de crescimento do Brasil em 2026; o anúncio foi informado pelo secretário Dario Durigan pela manhã.
- A revisão foi divulgada durante o evento Brasil Mais Verde, no BNDES, no Rio de Janeiro.
- Durigan destacou que as safras quebram recordes e que o desmatamento está em mínimos históricos, associando esses resultados à agenda ambiental e à produtividade.
- Nos últimos três anos, o Brasil captou US$ 5,5 bilhões em operações soberanas voltadas para projetos sustentáveis, enquanto o BNDES emissoou mais de R$ 16 bilhões em Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs).
- Um novo leilão de crédito de carbono via reflorestamento, ligado ao Fundo Clima, pode movimentar até R$ 6 bilhões adicionais, e o governo trabalha para regulação de minerais críticos, visando adensar a indústria brasileira e agregar valor à cadeia produtiva.
O FMI vai revisar para cima a previsão de crescimento do Brasil em 2026, informou o secretário Dario Durigan. A revisão foi comunicada pela instituição na manhã desta quinta-feira, durante o Fórum Brasil Mais Verde.
Durigan participou de uma audiência pública conjunta na Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro, divulgando a confirmação do FMI ainda hoje. O ministro destacou que o ajuste também eleva o potencial de crescimento do país.
O evento ocorreu no âmbito do Brasil Mais Verde – 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, promovido pelo BNDES, no Rio de Janeiro.
Safras recordes e desmatamento em queda
Nossos dados apontam safras em recordes, com avanços que não vão na direção da expansão desordenada. O secretário ressaltou quedas nos índices de desmatamento, atribuindo aos compromissos de sustentabilidade e fiscalização.
A combinação de produtividade agrícola elevada com esforços ambientais ajuda a manter a competitividade brasileira no exterior. Durigan enfatizou que os avanços vêm sem abrir mão da proteção do bioma.
Captações soberanas e financiamento verde
Nos últimos três anos, o Brasil captou US$ 5,5 bilhões em ações soberanas voltadas a projetos sustentáveis. O BNDES emitiu mais de R$ 16 bilhões em Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs) para iniciativas de baixo carbono.
Um novo leilão de crédito de carbono, ligado ao Fundo Clima e ao reflorestamento, pode movimentar até R$ 6 bilhões adicionais. A operação amplia o financiamento de projetos ambientais no país.
Estratégia para minerais críticos
Durigan apresentou a estratégia do governo para minerais críticos, essenciais à transição energética global. O objetivo é manter soberania, conhecer o potencial nacional e proteger o território.
Além disso, o governo busca adensar a cadeia produtiva no Brasil, em vez de apenas exportar matérias-primas. Um projeto de lei sobre regulação do setor está em discussão para agregar valor local.
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