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Juros futuros sobem com cenários fiscal e monetário em foco

Juros futuros sobem diante de cenário fiscal e monetário desfavorável, com leilão do Tesouro pressionando a curva e elevando prêmios

Juros futuros têm forte alta com cenários fiscal e monetário no radar — Foto: Ali Rezaei/Unsplash
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  • Juros futuros fecharam em alta, com o DI para janeiro de 2027 em 14,035% e o DI para janeiro de 2031 em 14,49%.
  • O DI para janeiro de 2028 subiu para 14,23% e o DI para janeiro de 2029 avançou para 14,385%.
  • O leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional alimentou o pessimismo, elevando o risco embutido nas taxas (DV01 de about US$ 798 mil).
  • A leitura do payroll americano de junho mostrou criação fraca de empregos, abrindo momento inicial de queda nas taxas, mas o movimento não se sustenta.
  • O mercado permanece atento a fatores como cenário fiscal, trajetória da Selic e eventual recompra de NTN-B, que pode oxigenar o mercado de títulos atrelados à inflação.

O mercado de juros futuros voltou a fechar em alta nesta quinta-feira, 2, impulsionado por cenários fiscais e monetários no radar. Investidores elevam a percepção de risco no curto e médio prazo, repetindo o movimento de queda de alívio observada no início da semana.

O contrato DI com vencimento em jan/2027 passou de 14,025% para 14,035% na sessão. Já o DI jan/2028 subiu de 14,125% para 14,23%, o DI jan/2029 avançou de 14,26% para 14,385% e o DI jan/2031 encerrou em 14,49%.

Mercado e leilão do Tesouro

Pela manhã, um leilão robusto de títulos prefixados do Tesouro Nacional ampliou a pressão. O leilão ofertou 23,65 milhões de papéis, plenamente absorvidos pelo mercado, elevando o DV01 para US$ 798 mil.

A recuperação da renda fixa no fim de junho já apontava para maior oferta de risco, mas o volume excedente surpreendeu alguns agentes. O DV01 acima do esperado reforçou a percepção de maior volatilidade.

Análise de especialistas

Para analistas, a combinação de fatores técnicos e conjunturais sustenta a pressão recente. O cenário inclui inflação mais resistente, perspectiva de menor espaço para cortes da Selic pelo BC e notícias fiscais, além de volatilidade política com o ciclo eleitoral.

Há ainda debate sobre a necessidade de recompra de NTN-Bs para oxigenar o mercado de títulos atrelados ao IPCA. Especialistas indicam que uma atuação do Tesouro nesse sentido poderia trazer alívio técnico, embora não tenha garantia de eficiência diante dos fundamentos.

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