- A Abrasel criou a cartilha “Apostas na Copa – Como proteger sua equipe durante o Mundial” para orientar empresários de bares e restaurantes sobre sinais de dependência de bets e como apoiar trabalhadores.
- Sinais de alerta aparecem em quatro frentes: financeira, comportamental, social e no trabalho; exemplos incluem pedidos frequentes de adiantamento e uso excessivo de celular no expediente.
- Casos em estabelecimentos como Gusta Gastrobar e Guinza Sushi indicam apostas entre funcionários e observam-se efeitos como irritabilidade, queda de desempenho e dívidas associadas a jogos de azar.
- A Copa do Mundo é vista como fator que eleva o engajamento e o risco de problemas relacionados a apostas, ressaltando a importância da gestão de pessoas para manter a estabilidade da operação.
- O material recomenda caminhos de apoio, como teleatendimento pelo SUS,CAPS, UBSs, ambulatórios universitários e Jogadores Anônimos, além de orientações de abordagem aos empregados.
Abrasel divulgou orientação para restaurantes lidarem com funcionários viciados em apostas online durante a Copa do Mundo. A cartilha orienta sobre identificação de sinais e apoio aos trabalhadores. O objetivo é manter a operação estável e evitar impactos financeiros.
A cartilha, criada pela Abrasel SP, se chama Apostas na Copa – Como proteger sua equipe durante o Mundial. Ela foca em sinais de alerta e formas de intervenção para preservar saúde financeira, emocional e produtividade do time.
Sinais de alerta
Os sinais aparecem em quatro frentes: financeira, comportamental, no trabalho e social. Financeiros incluem pedidos frequentes de adiantamento e dívidas. Comportamentais envolvem uso excessivo de celular e agitação durante jogos.
Também há indicadores no ambiente de trabalho, como queda de desempenho, faltas e atrasos. Socialmente, observa-se isolamento e irritabilidade entre colegas. Empreendedores relatam relatos de apostas entre funcionários.
Casos práticos e relatos
Em unidades como Gusta Gastrobar, houve relatos de motoboy pedindo adiantamento de diária por apostas. Em outro estabelecimento, o uso frequente do celular ocorreu próximo aos horários de partidas, com alteração de comportamento.
Mauricio Nishimori, dono do Guinza Sushi, disse ouvir apostas entre colaboradores do salão e do balcão de sushi, com relatos de ganhos e perdas. Ele ressaltou que há certo autocontrole entre alguns colegas.
Caminhos de apoio
Antes da cartilha, a Abrasel sugeriu caminhos como teleatendimento pelo SUS, CAPs, UBSs e ambulatórios universitários. Também mencionou a ONG Jogadores Anônimos para orientação e apoio.
As orientações de abordagem incluem escolher momento reservado para conversar, focar em fatos, demonstrar preocupação com o bem-estar e apresentar canais de atendimento. O objetivo é manter o emprego sem estigmas.
Visão do setor
Mauricio e outros empresários destacam a relação entre estabilidade financeira do colaborador e clima de trabalho. Mesmo sem casos confirmados de vício em bets, o alerta é permanente para a gestão de pessoas.
Especialistas apontam que o problema não é exclusivo do setor. A discussão volta-se à prevenção, ao apoio adequado e à preservação da operação diante de potenciais impactos.
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