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Balança comercial tem superávit de US$42,3 bi no 1º semestre, alta de 40,3%

Balança comercial encerra o primeiro semestre com superávit de US$ 42,357 bilhões, impulsionada pela alta de exportações e preços de combustíveis; exportações aos EUA sobem pela primeira vez desde o tariffazo de Trump

Balança comercial do País registra superávit de US$ 42,3 bi no 1º semestre, alta de 40,3%
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  • Balança comercial dos Estados Unidos registrou superávit de US$ 42,357 bilhões no 1º semestre de 2026, com exportações de US$ 184,773 bilhões e importações de US$ 142,415 bilhões, ante igual período de 2025.
  • Exportações cresceram 11,5% no ciclo janeiro–junho, impulsionadas pela Agropecuária (US$ 42,654 bilhões; +9,2%), Indústria Extrativa (US$ 46,427 bilhões; +24,2%) e Indústria de Transformação (US$ 94,701 bilhões; +7,1%).
  • Importações subiram 5,1% no 1º semestre, com Agropecuária em US$ 2,709 bilhões (-16,3%), Indústria Extrativa em US$ 5,898 bilhões (-1,3%) e Indústria de Transformação em US$ 132,862 bilhões (+5,9%).
  • Em junho, o superávit foi de US$ 9,758 bilhões, com exportações de US$ 36,277 bilhões e importações de US$ 26,52 bilhões; exportações para os EUA subiram 3,7% em junho, para US$ 3,472 bilhões.
  • MDIC revisou a projeção de saldo de 2026: de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões, com exportações previstas em US$ 394,4 bilhões e importações em US$ 304,4 bilhões; comércio total esperado de US$ 698,8 bilhões.

A balança comercial brasileira fechou o primeiro semestre de 2026 com superávit de US$ 42,357 bilhões, ante US$ 30,187 bilhões no mesmo período de 2025. Exportações somaram US$ 184,773 bilhões e importações US$ 142,415 bilhões, segundo a Secex/MDIC.

Exportações cresceram 11,5% frente ao 1º semestre de 2025, com desempenho positivo em Agropecuária (9,2%), Indústria Extrativa (24,2%) e Indústria de Transformação (7,1%). No total, valores para cada setor ficaram em US$ 42,654 bilhões, US$ 46,427 bilhões e US$ 94,701 bilhões, respectivamente.

No acumulado semestral, as importações avançaram 5,1% frente ao ano anterior. Agropecuária recuou 16,3%, chegando a US$ 2,709 bilhões; Indústria Extrativa caiu 1,3% para US$ 5,898 bilhões; Indústria de Transformação subiu 5,9%, totalizando US$ 132,862 bilhões.

Destaque: junho registra superávit de US$ 9,758 bilhões

No mês de junho, houve superávit de US$ 9,758 bilhões, com exportações de US$ 36,277 bilhões e importações de US$ 26,52 bilhões. O resultado ficou abaixo da mediana das projeções, que apontava US$ 10,6 bilhões de superávit.

Exportações aos EUA cresceram 3,7% em junho, totalizando US$ 3,472 bilhões, ante US$ 3,347 bilhões em junho de 2025. Importações dos EUA caíram 12,3%, para US$ 3,471 bilhões, gerando um superávit de US$ 1 milhão no mês.

Segundo o MDIC, o aumento das vendas aos EUA ficou ligado ao preço internacional de combustíveis. Entre os itens, destacaram-se óleos brutos de petróleo, que avançaram 89,2%, e óleos combustíveis, com alta de 299,3%; houve também crescimento de aeronaves e carne bovina.

Outros terceiros: China, UE e Argentina

Com a China, as exportações subiram 24,4% em junho, para US$ 12,291 bilhões, enquanto as importações da China cresceram 27,1%, para US$ 7,801 bilhões. O mês fechou com superávit de US$ 4,490 bilhões.

No 1º semestre, as vendas para a China cresceram 21,9% (US$ 58,322 bilhões) e as compras subiram 8,0% (US$ 38,545 bilhões), resultando em superávit de US$ 19,777 bilhões.

Para a Argentina, as exportações caíram 18,1% em junho, para US$ 1,325 bilhão, e as importações subiram 17,2%, para US$ 1,285 bilhão, gerando superávit de US$ 40 milhões no mês. No semestre, as vendas caíram 19,4% (US$ 7,352 bilhões) e as compras subiram 3,8% (US$ 6,401 bilhões), com saldo positivo de US$ 951 milhões.

As exportações para a União Europeia cresceram 32,4% em junho (US$ 4,888 bilhões) e as importações subiram 13,9% (US$ 4,708 bilhões). No semestre, o bloco registrou superávit de US$ 2,643 bilhões, com exportações de US$ 26,906 bilhões e importações de US$ 24,263 bilhões.

Perspectiva do MDIC

O MDIC revisou a projeção de saldo comercial para 2026, de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. A estimativa considera exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões. Em 2025, o saldo foi de US$ 68,1 bilhões.

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