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BofA: fim do ciclo de cortes da Selic é questionado pela queda do petróleo

Bank of America aponta que a queda do petróleo questiona o fim do ciclo de cortes; Selic fica em 14,25% até dezembro, com possível novo corte de 0,25 p.p.

Sede do Banco Central em Brasília 17/12/2024. REUTERS/Adriano Machado
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  • O Bank of America, via David Beker, questiona a projeção de fim do ciclo de cortes da Selic devido à queda do petróleo, inflação mais baixa e emprego aquém do esperado.
  • Apesar disso, o banco vê maior chance de um novo corte de 0,25 ponto porcentual, embora mantenha a taxa em 14,25% até dezembro como cenário mais provável.
  • Segundo o BofA, a Selic pode cair 0,25 p.p. em etapas futuras para ganhar tempo, com um retorno gradual a patamares menores.
  • O cenário aponta queda da Selic a 13,25% em 2027 e, em 2028, mais quatro cortes, chegando a 12,25%.
  • A visão é de que os estímulos perdem força após as eleições e de que um ajuste fiscal pelo próximo governo pode abrir espaço para cortes adicionais.

O chefe de Economia no Brasil e de Estratégia para a América Latina do Bank of America (BofA), David Beker, afirmou nesta sexta-feira, 03, que a previsão de fim do ciclo de cortes da Selic está sendo questionada pela queda nos preços do petróleo, acompanhada de inflação mais baixa e criação de empregos abaixo do esperado. O comentário ocorreu no contexto de mercado brasileiro.

Beker disse que a chance de um novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic aumentou, mas o BofA mantém a visão de juros estáveis em 14,25% até dezembro, diante da desancoragem das expectativas inflacionárias e dos estímulos econômicos. Ele citou a necessidade de ganhar tempo para avaliar sinais da atividade.

O banco projeta que a Selic permaneça nesse patamar neste ano, com recuo gradual de 0,25 p.p. em 2027, chegando a 13,25%, seguido de mais quatro cortes em 2028 para 12,25%. Segundo o BofA, os estímulos devem perder ânimo após as eleições e, independentemente do resultado, o novo governo deve iniciar com ajustes fiscais que ampliam o espaço para cortes.

Contexto macroeconômico e perspectiva

A dinâmica da inflação e o comportamento do mercado de trabalho ficam centrais para a avaliação de políticas. O conteúdo ressalta que o cenário de tesouras entre inflação contida e necessidade de estímulos condiciona decisões futuras do Banco Central. O comentário de Beker reforça a cautela na comunidade financeira sobre o ritmo dos ajustes.

Segundo o analista, o momento de 14,25% da Selic pode representar um ponto de equilíbrio, diante de choques de renda e do ambiente externo. A leitura é de que mudanças no ciclo de cortes dependem de sinais consistentes de consolidação da inflação em linha com a meta.

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