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BofA projeta três altas de juros nos EUA em 2026 devido à pressão de preços

BofA prevê três altas de 0,25 ponto percentual no Fed em 2026, levando a taxa a 5% a 5,25%, com impacto sobre mercados emergentes e câmbio global

Uma pausa no aumento dos juros pode ser melhor para as ações do que um corte, dizem economistas.
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  • O Bank of America projeta três altas de 0,25 ponto percentual nos juros dos EUA entre setembro e dezembro, levando a taxa Selic para a faixa de 5% a 5,25%.
  • O cenário depende de dados de atividade mais fortes que o esperado, inflação persistente e a postura do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh.
  • Se confirmado, o cenário tende a piorar para mercados emergentes, com dólar mais forte e pressão sobre câmbio em países como o Brasil.
  • A projeção do BofA é mais dura que a do mercado, que ainda espera na maioria das vezes apenas uma alta neste ano.
  • A probabilidade de o Fed encerrar o ano com três altas, segundo o FedWatch, é de cerca de 7%; dados de junho mostraram criação de vagas abaixo do esperado, reduzindo a pressão por aperto monetário.

O Bank of America projeta um cenário mais desafiador para a política monetária dos EUA em 2026, com o Federal Reserve mantendo uma postura firme. A instituição espera três altas de 0,25 ponto percentual nos juros entre setembro e dezembro, elevando a taxa básica para 5% a 5,25%.

Essa leitura se embasa em dados de atividade econômica mais fortes que o esperado e na persistência da inflação tanto de bens quanto de serviços. Também pesa a postura adotada pelo novo presidente do Fed, Kevin Warsh, em sua primeira reunião à frente da autoridade monetária.

Caso se confirme, a projeção indica pressão adicional sobre os mercados emergentes, com maior elevação da cotação do dólar e redução de fluxos de capital para países como o Brasil. O cenário dificulta o controle da inflação nessas economias.

Expectativas e contexto

A projeção do Bank of America diverge da leitura atual do mercado, que aposta em apenas uma alta de juros neste ano. Segundo ferramentas de observação, como a FedWatch do CME Group, a probabilidade de três altas ao fim do ano fica em torno de 7%.

David Beker, economista-chefe do BofA para o Brasil, admite que o cenário de três altas ficou menos provável após os dados recentes do mercado de trabalho americano. Em junho, a criação de vagas veio abaixo do esperado, aliviando parte da pressão por aperto monetário.

O papel de Warsh e sinais de inflação

Warsh sinalizou, em sua comunicação mais recente, que os riscos para a inflação diminuíram, ainda que tenha reiterado o compromisso de levar a inflação à meta de 2%. A manutenção de uma postura mais rígida depende dessa leitura de risco inflacionário, segundo analistas. A evolução dos próximos dados econômicos será determinante para o tom do Fed.

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