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CDB do Digimais permanece em oferta após operação da Polícia Federal

CDBs do Digimais seguem no mercado secundário com garantia do FGC até R$ 250 mil, após operação da Polícia Federal

O bispo Edir Macedo em cerimônia religiosa no Templo de Salomão da Igreja Universal em São Paulo
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  • CDBs do Banco Digimais seguem sendo ofertados no mercado secundário por Itaú, XP, BTG e Ágora (corretora do Bradesco), com retornos de até 135% do CDI.
  • Ofertas são de clientes que querem vender os títulos antes do vencimento; apps de Nubank e Inter não aparecem com ofertas do Digimais.
  • O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobre aportes de até R$ 250 mil, mas a maioria das instituições classifica o papel como risco alto (BTG, moderado).
  • O Digimais está sob pressão regulatória e sob risco de liquidação; a PF investiga indícios de crimes financeiros similares aos do Banco Master.
  • Dados do mercado: Digimais soma R$ 8,5 bilhões em depósitos de CDBs e R$ 9,2 bilhões de passivo; BTG chegou a vender cerca de 25% dos títulos emitidos e interrompeu a oferta primária em 24 de junho.

O Digimais mantém CDBs em oferta em plataformas de grande porte, mesmo após a operação da Polícia Federal. Itaú, XP, BTG e Ágora seguem vendendo títulos do banco ligado a Edir Macedo, com retornos que chegam a 135% do CDI. Trata-se de ofertas secundárias, de clientes que desejam sair antes do vencimento.

Note-se que as plataformas Nubank e Inter, que também atuavam na distribuição, não apresentaram oferta de CDBs do Digimais. Os papéis aparecem com o selo do FGC para aportes de até 250 mil.

A maioria dos vendedores classifica o papel como risco alto; o BTG distingue-se com classificação Moderado. A operação da PF, na semana passada, envolveu indícios de crimes financeiros semelhantes aos do Banco Master.

Impacto no FGC

Decretada a oferta secundária, o dinheiro não fica no caixa do Digimais. Ainda assim, pode haver efeito na exposição do FGC caso haja necessidade de socorro. Investidores com mais de 250 mil não estariam cobertos se comprarem títulos não elegíveis.

O Digimais concentra 8,5 bilhões em depósitos de CDBs e tem passivo de 9,2 bilhões. O BTG já chegou a vendê-los em quase 25% dos títulos emitidos, interrompendo a oferta primária em 24 de junho, dia da operação policial.

A XP afirma ter encerrado a distribuição primária em novembro de 2025; negociações no mercado secundário ocorrem entre investidores. O Itaú informa atuação no período de agosto de 2024 a março de 2025, interrompendo após monitoramento interno.

A Ágora não comentou o assunto. A instituição tem participação associada à Bradesco, sem resposta pública sobre o tema.

Como funciona o mercado secundário de CDBs

  • Investidores interessados vendem via corretora, que atua como intermediária.
  • A corretora recomprará o título e aplicará deságio pela liquidez antecipada.
  • Com o título em mãos, a corretora o oferecerá a novos compradores na plataforma.

O BTG chegou a formalizar interesse de aquisição do Digimais; o Valor Econômico também citou o Safra analisando números. Um grande atrativo seria um crédito tributário próximo a 3 bilhões.

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