- Charise Le, chefe global de Recursos Humanos da Schneider Electric, participou de um painel com lideranças femininas na sede da empresa, em São Paulo; a Schneider tem mais de 160 mil colaboradores em 100 países.
- Ela afirma que perfis diversos e multiculturais são determinantes para a inovação e para a capacidade de reação da empresa frente a transformações rápidas do mercado.
- A diversidade contribui para melhorar a qualidade das decisões e para antever oportunidades, além de ampliar o acesso a talentos globais sem precisar deixar o país.
- Em IA, a executiva ressalta que o aprendizado deve ser permanente; habilidades como curiosidade, adaptabilidade, pensamento crítico, empatia, colaboração e comunicação ganham destaque.
- A Schneider acredita que a IA tornará o trabalho mais ágil e eficiente, mas exige capacitação contínua e gestão de uma possível “tensão construtiva” entre diferentes perspectivas para resultados melhores.
Charise Le, chefe global de Recursos Humanos e integrante do comitê executivo da Schneider Electric, participou de um painel com lideranças femininas na sede da empresa em São Paulo, durante visita ao Brasil. O encontro reuniu executivas de visão global para debater diversidade e desempenho.
A Schneider Electric, empresa de energia, automação industrial e digitalização, mantém mais de 160 mil colaboradores em 100 países e registrou receita global de 40 bilhões de euros no ano anterior. Charise descreveu a diversidade como fator determinante para inovação e agilidade em mercados em transformação.
Entre as participantes estavam Alexandra Mias, Cônsul-Geral da França em São Paulo; Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora; e Bianca Setin, VP da Setin Incorporadora. A mediação ficou a cargo de Karolina Gutiez, chefe de Comunicação, Assuntos Corporativos e Sustentabilidade para a América do Sul.
Diversidade como motor de decisões
Charise ressaltou que equipes com trajetórias e perspectivas distintas tendem a ampliar a qualidade das decisões e antecipar cenários, gerando melhor desempenho. A executiva apontou que a presença de talentos diversos facilita o aproveitamento de oportunidades emergentes.
Segundo ela, a flexibilidade de atuar em funções globais sem sair do país de origem amplia o acesso a um pool de profissionais qualificados. A prática, segundo a líder, permite entender melhor cada mercado e acelerar o crescimento da empresa frente à concorrência.
Inteligência Artificial e competências humanas
A executiva aponta que a IA tende a tornar o trabalho mais ágil e eficiente, mas exige capacitação contínua. Ela destacou que não há garantia de manutenção de empregos, pois a adaptação é essencial para acompanhar as mudanças tecnológicas.
Entre as habilidades valorizadas, Charise cita curiosidade, disposição para aprender, adaptabilidade e pensamento crítico. Empatia, colaboração e comunicação aparecem como competências-chave para enfrentar o cenário de transformações digitais.
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