Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

FGV Ibre aponta desaceleração da produção industrial em maio como pontual

Correção aponta queda pontual da produção industrial de maio, influenciada por petróleo e extrativismo, com alta em veículos e impacto da Selic sobre investimentos

A desaceleração de 0,2% da produção industrial de maio, divulgada nesta sexta-feira (03) pelo IBGE, pode ser momentânea, de acordo com o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) Stéfano Pacini.
0:00
Carregando...
0:00
  • A produção industrial caiu 0,2% em maio, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • O economista Stéfano Pacini, do FGV Ibre, avalia que a queda pode ser momentânea, puxada pelo grupo coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que recuou 6,1%, e pela indústria extrativista, -2,6%.
  • Além disso, o resultado vem após cinco meses de queda de alguns setores e de crescimento nos últimos meses.
  • Entre os destaques, o setor de veículos automotores avançou 4,1% na margem, com alta de 7,3% frente maio de 2025 e +3,2% no acumulado do ano.
  • Pacini aponta que os efeitos da Selic, em 14,25% ao ano, são ambíguos: podem conter investimentos e compras de bens duráveis, ainda que haja ações do governo para mitigar impactos.

A produção industrial brasileira desacelerou 0,2% em maio, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira. A leitura pode ser pontual, conforme avaliação do economista Stéfano Pacini, do FGV Ibre, que aponta fatores setoriais como responsável pela queda.

O recuo teve peso relevante no setor de transformação ligado ao coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que caiu 6,1%. A indústria extrativista registrou baixa de 2,6%. O resultado sucede cinco meses de crescimento em setores da indústria.

Entre os destaques da Pesquisa Mensal de Indústria (PIM) de maio está o setor de veículos automotores, com alta de 4,1% na margem. Comparado a maio de 2025 houve leve expansão de 7,3%, e no acumulado do ano o avanço chegou a 3,2%. Pacini cita melhora recente dos bens duráveis, mesmo diante da política monetária restritiva.

Para o economista, os efeitos da Selic, hoje em 14,25% ao ano, são ambíguos. O patamar alto influencia investimentos e decisões de consumo, ao mesmo tempo em que há políticas públicas para mitigar impactos negativos. A expectativa é de continuidade de uma política monetária contracionista ao longo do ano.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais