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Fôlego de última hora garante Ibovespa mais uma semana no azul

Fim de semana com Ibovespa em alta após payroll dos EUA abaixo do esperado e recuo do prêmio de risco, abrindo espaço para cortes da Selic

— Foto: Getty Images
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  • O Ibovespa fechou a semana em alta, com ganho de 0,4% na semana, 0,7% na sessão de hoje, e valores de 174.070 pontos; no mês, sobe 1,2% e no ano, 8%.
  • O giro financeiro caiu para R$ 9,4 bilhões, 48,9% abaixo da média dos últimos 12 meses, abrindo espaço para avanço das blue chips, com bancos liderando e Vale e Petrobras dando sustentação.
  • Das 78 ações da carteira teórica, 47 subiram e 31 caíram na semana; o movimento foi puxado por um alívio no prêmio de risco.
  • Dados norte‑americanos mostraram emprego mais fraco, reduzindo expectativas de aperto monetário do Federal Reserve; no Brasil, produção industrial de maio caiu 0,2%, e o IPCA‑15 foi benigno, fortalecendo a ideia de menos agressividade do Copom.
  • O Tesouro Nacional sinalizou recompras de títulos para acalmar o mercado; o dólar fechou praticamente estável na semana, em torno de R$ 5,20, com o real entre as moedas mais fortes do dia.

O Ibovespa encerrou a semana em alta, após recuperação recente impulsionada por sinais de alívio no ritmo do mercado de trabalho dos EUA e por dados domésticos. O índice fechou a sessão de sexta-feira em alta, consolidando ganho semanal apesar de dificuldades ao longo dos dias anteriores. Ao longo da semana, o saldo ficou positivo, com valorização de 0,4% na pontuação semanal, a 174.070 pontos. Hoje, o avanço foi de 0,7%.

O giro financeiro ficou abaixo do usual, com volume negociado de R$ 9,4 bilhões, 48,9% menor que a média dos últimos 12 meses. Mesmo assim, as ações de maior peso do índice subiram, impulsionadas pela percepção de menor pressão de juros e maior apetite por risco entre investidores locais.

Entre as 78 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, 47 apresentaram altas e 31 quedas na semana. O setor bancário liderou as altas entre as blue chips, com Vale e Petrobras oferecendo sustentação ao movimento de recuperação do indicador.

O gatilho do repique veio de um conjunto de dados macroeconômicos. O payroll dos EUA mostrou criação de vagas abaixo do esperado, retirando pressão sobre o Federal Reserve para endurecer ainda mais a política monetária. Essa leitura ajudou a reduzir as apostas em altas agressivas de juros.

Para analistas, o menor dinamismo do emprego americano amenizou a inclinação do Fed, contribuindo para o tom mais brando nas negociações de câmbio e renda fixa. O Brent do petróleo, por sua vez, ficou entre US$ 70 e US$ 75, ajudando a reduzir temores inflacionários.

No Brasil, a produção industrial de maio caiu 0,2%, contrariando expectativas de alta. Embora pareça negativo, o resultado foi interpretado positivamente por investidores, por ampliar a probabilidade de um menor aperto monetário. O IPCA-15 também ajudou, ao sinalizar leitura menos inflacionária, e o Caged fraco reforçou o otimismo sobre cortes de juros.

O Tesouro Nacional sinalizou disponibilidade para recomprar títulos públicos, caso seja necessário para acalmar o mercado, o que contribuiu para a queda das taxas nos leilões de dívida. Já o dólar encerrou a semana praticamente estável, com leve tendência de alta no começo e fechamento próximo do zero.

No radar externo, o Bank of America manteve postura cautelosa, destacando que, apesar da bolsa ter se barateado, não há gatilhos de curto prazo significativos e o cenário para o Fed pode permanecer neutro ou mais rígido no horizonte. No Brasil, a instituição modificou parcialmente suas expectativas de política monetária, mantendo a Selic em 14,25% no fim de 2026, com ajustes apenas a partir dos próximos anos.

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