- O IBGE aponta queda de 0,2% na produção industrial de maio ante abril, que pode ter sido apenas momentânea.
- Até maio, a indústria vinha de quatro altas consecutivas na produção.
- De janeiro a abril, a produção industrial acumulou alta de 4,3%.
- Entre os ramos, 16 tiveram aumento e 8 registraram queda na média de maio ante abril.
- Quedas relevantes ocorreram em produtos alimentícios (-1,3%), indústria extrativa (-2,6%) e derivados de petróleo e biocombustíveis (-6,1%), que juntos respondem por 45% do desempenho total.
O recuo de 0,2% na produção industrial de maio, na comparação com abril, pode ter sido apenas uma interrupção momentânea do ritmo de expansão, segundo o IBGE. O gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), André Macedo, aponta que, até maio, a indústria acumulou quatro altas seguidas.
Entre janeiro e abril, a indústria registrou crescimento de 4,3% na produção. A leitura de maio indica que a queda de 0,2% eliminou parte desse ganho, sem que haja confirmação de continuidade da desaceleração. Ainda não há previsões definitivas para os meses seguintes.
Segmentos com influência relevante
Segundo Macedo, a variação por ramos mostra disseminação de resultados: 16 setores tiveram alta e 8 registraram queda na média de maio em relação a abril. Dentre os recuos, destacam-se três segmentos com peso relevante: alimentos (-1,3%), indústrias extrativas (-2,6%) e derivados de petróleo e biocombustíveis (-6,1%). Juntos, esses setores respondem por cerca de 45% do total da indústria, exercendo forte influência sobre o resultado agregado.
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