- Em maio, a produção industrial recuou 0,2% frente a abril, após quatro altas consecutivas, totalizando aumento de 0,40% em 12 meses e de 1,40% no ano.
- A produção está 4,5% acima do nível de fevereiro de 2020, mas 13% abaixo do pico de maio de 2011; o recuo mais acentuado em maio ocorreu no segmento de coque e derivados de petróleo e biocombustíveis (−6,1%).
- Entre os setores, os ganhos ficaram com produtos farmoquímicos e farmacêuticos (+13,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (+4,1%); bens de consumo duráveis subiram 3,6% em relação a abril.
- Em maio, a indústria contratou 4.974 pessoas com carteira assinada; o emprego continua relativamente favorável, porém menor que o de serviços, construção civil e agropecuária.
- O cenário de emprego considerado positivo pode mudar até as eleições, já que as ações do governo ficam limitadas e os juros básicos estão em 14,25%, mantendo incerteza sobre o dinamismo industrial.
O industriais registrou uma queda de 0,2% em maio, após quatro meses de alta. O indicador ficou 0,40% acima do mesmo período de 2024 e 1,40% maior que o registrado no ano. O resultado ocorre em um cenário de juros básicos em 14,25%, o que pode restringir novas políticas de estímulo.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o emprego com carteira assinada na indústria somou 4.974 admissões em maio. Demais setores—serviços, construção civil e agropecuária—contribuíram com contingentes maiores, mas a indústria segue com absorção de mão de obra mais modesta.
A produção industrial, ainda assim, permanece 4,5% acima de fevereiro de 2020, mês anterior à pandemia, e 13% abaixo do pico de maio de 2011. Em relação a abril, o recuo foi mais intenso no segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-6,1%).
Desempenho por setores
Entre as grandes categorias, bens de consumo duráveis registraram ganho de 3,6% frente a abril, o único resultado mensal positivo. Outros setores mostraram quedas relevantes, o que reforça a volatilidade do desempenho industrial no curto prazo.
Entre os principais setores, houve destaque para ganhos em farmoquímicos e farmacêuticos (+13,1%) e em veículos automotores, reboques e carrocerias (+4,1%). Os recortes ocorreram, principalmente, em coque e derivados de petróleo, e nas indústrias extrativas.
Perspectivas e contexto
Apesar do recuo de maio, o desemprego ainda permanece em nível baixo relativo, contribuindo para um ambiente relativamente positivo. No entanto, especialistas apontam incertezas sobre a continuidade desse quadro até as eleições, devido a restrições de ações governamentais durante o período eleitoral e à persistência de juros elevados.
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