O industriais registrou uma queda de 0,2% em maio, após quatro meses de alta. O indicador ficou 0,40% acima do mesmo período de 2024 e 1,40% maior que o registrado no ano. O resultado ocorre em um cenário de juros básicos em 14,25%, o que pode restringir novas políticas de estímulo.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o emprego com carteira assinada na indústria somou 4.974 admissões em maio. Demais setores—serviços, construção civil e agropecuária—contribuíram com contingentes maiores, mas a indústria segue com absorção de mão de obra mais modesta.
A produção industrial, ainda assim, permanece 4,5% acima de fevereiro de 2020, mês anterior à pandemia, e 13% abaixo do pico de maio de 2011. Em relação a abril, o recuo foi mais intenso no segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-6,1%).
Desempenho por setores
Entre as grandes categorias, bens de consumo duráveis registraram ganho de 3,6% frente a abril, o único resultado mensal positivo. Outros setores mostraram quedas relevantes, o que reforça a volatilidade do desempenho industrial no curto prazo.
Entre os principais setores, houve destaque para ganhos em farmoquímicos e farmacêuticos (+13,1%) e em veículos automotores, reboques e carrocerias (+4,1%). Os recortes ocorreram, principalmente, em coque e derivados de petróleo, e nas indústrias extrativas.
Perspectivas e contexto
Apesar do recuo de maio, o desemprego ainda permanece em nível baixo relativo, contribuindo para um ambiente relativamente positivo. No entanto, especialistas apontam incertezas sobre a continuidade desse quadro até as eleições, devido a restrições de ações governamentais durante o período eleitoral e à persistência de juros elevados.
Entre na conversa da comunidade